Administrando a assistência ao trabalhador
Marcos Henrique Souza de Magalhães, Marquinhos, é contador, com MBA em Especialização de Gestão Empresarial e funcionário de Furnas, desde 01 de junho de 1977. Atual Diretor de Administração da CAEFE, tem uma longa tradição nas lutas travadas pelos trabalhadores de Furnas. Foi dirigente da ASEF por cinco mandatos e Diretor do SINTERGIA-RJ por três mandatos. Foi também o presidente da CAEFE, na época da sua implantação, e viveu os momentos difíceis para superar as dificuldades e manter os serviços sociais e assistenciais que a Fundação Real Grandeza estava impedida de prestar.
Jornal ASEF. Como é a história da criação da CAEFE?
Marcos Magalhães. Em 1971, quando Furnas deixou de fazer diretamente o serviço de assistência aos seus funcionários, foi criada a Fundação Real Grandeza. Furnas transferiu para a FRG as ações sociais que eram efetuadas com fundos “FAS” e “FAMES”, oriundos da alienação de material inservível e prêmios de seguros. O compromisso firmado naquela época era de manter os planos assistenciais e sociais aos funcionários através de convênios firmados entre a Fundação e a empresa. E isto funcionou relativamente bem por 29 anos. Em 2.000, talvez já por conta dos projetos de privatização de Furnas, o Governo Federal sancionou as Leis Complementares 108 e 109 que impediam os Fundos de Pensão de manterem serviços assistenciais e sociais para os trabalhadores das empresas.
A CAEFE foi oficialmente criada no dia 17 de julho de 2.000. Inicialmente, funcionava no mesmo espaço físico da Fundação e neste mesmo ano Furnas passa todas as ações assistencial e social da FRG para a CAEFE.Jornal ASEF. Você foi indicado para a presidência da instituição por quem e com que missão?
Marcos Magalhães. Fui indicado por Furnas e a Assembléia de Sócios Fundadores, no dia 31 de março de 2.004, me deu posse, pois não havia ainda constituído o Conselho Deliberativo, com a missão de estruturar a CAEFE.Jornal ASEF. Mas como foi a estruturação administrativa e financeira? Como arcar com os custos?
Marcos Magalhães. Através de dois convênios firmados entre a Caixa com FURNAS e ELETRONUCLEAR em que, estas assumiam todos os custos administrativos da Caixa, na mesma proporção do número de participantes de cada empresa na Fundação.
É bom frisar que todos os serviços prestados pela FRG como mão de obra, informática e outras, bem como aluguel do espaço físico, foram pagos pela CAEFE e repassados para as empresas associadas, conforme convênios firmados.Jornal ASEF. O período de estruturação da CAEFE foi longo?
Marcos Magalhães. Foi. Após a minha posse, em 31 de março de 2004, em 20 de agosto do mesmo ano, foi deflagrado o processo eleitoral para a constituição dos Conselhos Deliberativo e Fiscal e Diretoria Executiva que em 16 de fevereiro de 2005, todos os membros eleitos e os indicados das empresas associadas tomaram posse.
Paralelamente, foram iniciadas as negociações, junto à diretoria da FRG, das transferências dos processos administrativos e financeiros da CAEFE. Em dezembro de 2005, o Conselho Deliberativo da FRG, determinou que a CAEFE não pudesse mais permanecer nas suas dependências e nem utilizar os serviços da FRG. Por este motivo, iniciaram-se, a partir de janeiro de 2006 a transferência dos processos de serviços, culminando também em novembro de 2006 com a aquisição da nossa sede.
Jornal ASEF. Agora você responde pela Diretoria de Administração. Como está composta a sua diretoria?
Marcos Magalhães. A Diretoria de Administração está estruturada, como as demais diretorias, em gerências.
A DA está organizada em quatro gerências: Aquisições e Serviços, Tecnologia da Informação, Recursos Humanos e Produtos e Serviços.Jornal ASEF. Pelas nossas informações, a CAEFE tem hoje 66 funcionários em seu quadro. Desses, quantos estão vinculados à Diretoria de Administração?
Marcos Magalhães. Ao todo, temos 39 funcionários na DA. A Gerência de Recursos Humanos é composta por três empregados e está estruturada de acordo com a missão e seus objetivos que são: recrutamento, seleção, realocação e readaptação de pessoal; admissão, cadastro de pessoal, obrigações legais, pagamentos, recolhimentos, atendimento ao cliente, gestão de treinamento e desenvolvimento; planejamento de carreira de sucessão e de remuneração; suporte à diretoria executiva no Acordo Coletivo de trabalho e administração de benefícios. A Gerência de Tecnologia da Informação tem 06 empregados e a missão de promover o desenvolvimento de Tecnologia, baseado na melhor prática de administração e de gestão alinhado ao planejamento estratégico e ao negócio da Empresa.Jornal ASEF. Como funciona?
Marcos Magalhães. A estrutura é dividida em infra-estrutura de rede, desenvolvimento de sistemas; telefonia; atendimento ao usuário; cadastro corporativo; organização e métodos.Jornal ASEF. E as demais?
Marcos Magalhães. A Gerência de Aquisições e Serviços é composta por 4 empregados e tem como finalidade gerir todo os serviços administrativos. Ou seja: compras; gestão de estoques; gestão de contratos e contas a pagar; zeladoria, segurança, limpeza e conservação; manutenção predial preventiva e corretiva; administração das taxas e impostos públicos; monitoramento de serviços terceirizados; transporte de materiais; solicitação de passagens, hospedagens e serviços de cantina; instalação de equipamentos de áudio-visual; serviços gráficos; serviço de malote de documentos. A Gerência de Produtos e Serviços tem 26 funcionários e administra o atendimento telefônico e pessoal, bem como todos os produtos da CAEFE: seguros de vida em grupo, acidentes pessoais, veículos, residencial e o plano odontológico.Jornal ASEF. Na área de produtos, como funciona a CAEFE e com quantos funcionários?
Marcos Magalhães. Temos a parte técnica e a parte da central de atendimento ao cliente que estão divididos em seguro de veículos e residencial, com três funcionários que atendem a 10.124 veículos e 300 casas. O outro setor engloba o seguro de vida em grupo, com 10.344 vidas e o seguro de acidentes pessoais com 9.426 clientes, em que temos quatro funcionários. E mais dois funcionários para o plano odontológico, atendendo a 7.768 associados.Jornal ASEF. E a central de atendimentos?
Marcos Magalhães. A central de atendimentos ao cliente é feita com dez funcionários sendo: quatro na sede da CAEFE, um em Passos, um na usina de Furnas, um na usina de Estreito, dois em Angra dos Reis e um na Sede da Eletronuclear. Atendimento telefônico com quatro funcionários, lotados na sede da CAEFE e três no suporte. Veja no quadro de atendimentos, de janeiro a maio deste ano, esta diferença.
Observação: todos os funcionários do atendimento pessoal, dependendo da demanda, atendem os chamados telefônicos.
Jornal ASEF. Qual o produto mais procurado, neste atendimento?
Marcos Magalhães. Disparado, é o seguro de veículos. Mas os atendimentos são muito variados. Veja no quadro, também de janeiro a maio deste ano, esta diferença.
Jornal ASEF. E a qualidade desse atendimento? A CAEFE faz alguma pesquisa entre os associados para aferir o grau de satisfação no atendimento?
Marcos Magalhães. Fazemos, é claro. E posso mostrar alguns dados muito interessantes que comprovam o trabalho desses funcionários.
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Jornal ASEF. Este atendimento é permanente? Como é feito?
Marcos Magalhães. Procuramos dar toda a atenção possível e prever as necessidades dos nossos associados. Para dar um exemplo bem claro, vou citar o que ocorreu no chamado “feriadão” de abril. Nós montamos um plantão de atendimentos, sabe qual foi o resultado? Fizemos 413 atendimentos durante o feriadão!Jornal ASEF. Você gostaria de deixar uma mensagem final?
Marcos Magalhães. Gostaria de dizer aos empregados de Furnas e da Eletronuclear que a Constituição brasileira assegura o direito de assistência social a todos. Isto é um dever do Estado e nossas empresas não podem se esconder diante disto. Sabemos que tem muita gente interessada em destruir a CAEFE, assim como tinha muita gente interessada em vender Furnas e todas as empresas geradoras de energia neste país. Mas nós resistimos naquela época e Furnas não foi privatizada, podemos resistir novamente. A CAEFE tem um compromisso com a manutenção da assistência aos trabalhadores das duas empresas e elas devem cumprir com o que foi acordado na época da criação da Fundação e da própria Caixa.