NOTICIAS SETOR ELÉTRICO

Notícias Agosto
21/08/2018

Regulação e Reestruturação do Setor

1 Artigo GESEL: “A energia eólica no Brasil: Desafios e perspectivas”

A Agência CanalEnergia publicou mais um artigo do GESEL. O artigo de Nivalde de Castro (coordenador do Gesel-UFRJ), Carlos Oliveira e Ana Carolina Chaves (pesquisadores do Gesel), apresenta um resumo estruturado das principais questões e contribuições analíticas presentes no 9º Brasil Windpower Conference (BWP). De acordo com os autores, “diante dos fatos e questões abordados no evento, as análises e posições apresentadas indicam que a energia eólica tem condições de se manter como uma das principais fontes da matriz elétrica brasileira, contribuindo com o abastecimento da demanda de energia elétrica nacional e atuando de forma a diversificar e complementar as demais fontes energéticas frente às mudanças de paradigmas que o Setor Elétrico Brasileiro está se deparando”. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 21.08.2018)

 

2 TR Soluções: Alteração no repasse dos recursos das bandeiras vai impactar tarifas

A revisão da metodologia de repasse dos recursos da conta das bandeiras tarifárias pode ter impacto em torno de 6%, para mais ou para menos, na parcela de energia (TE) das tarifas das distribuidoras, segundo estimativa da TR Soluções. A mudança aprovada na semana passada pela Aneel permite que os valores pagos pelos consumidores de determinada área de concessão sejam usados prioritariamente para compensar os custos da distribuidora que atua nessa área. Os cálculos foi feitos pela TR com base em receitas e despesas da Conta Bandeiras em 2017, considerando 22 concessionárias de distribuição. Nessas condições, a empresa especializada em tarifas de energia concluiu que os consumidores mais afetados pelas mudanças seriam os da Enel Ceará (CE), quer teriam acréscimo de 6,2% na TE; os da RGE Sul (RS), com 4,9%; e os da Light (RJ), com 4,4%. Entre os que seriam beneficiados com reduções no custo da energia estariam os da Cemar (MA), com 7,5%; os da Celpa (PA), com 6,6%; e os da Enel Goiás (GO), com 5,0%. Os impactos positivos ou negativos refletem o que haveria de acréscimos ou de reduções em termos de custos financeiros relacionados à compra de energia. (Agência CanalEnergia – 20.08.2018) 

3 PL que tramita em comissões do Senado obriga Aneel a prestar conta sobre providência adotada para solucionar reclamação

A Aneel poderá ser obrigada a publicar na internet quais providências adota junto às operadoras de serviços de energia elétrica para atender a reclamações e denúncias dos consumidores, se o Projeto de Lei 9387/17, for aprovado pelo Congresso. Segundo o autor da proposta, deputado Walter Alves (MDB-RN), atualmente, uma lacuna na legislação que regulamenta o funcionamento da agência (Lei 9.427/96) permite que a resposta do órgão ao consumidor seja apenas a de que “registrou” e vai “encaminhar ao interessado”. “A ausência de legislação que obrigue a Aneel a prestar contas ao usuário das providências adotadas junto às operadoras em caso de reclamações e denúncias faz com que o consumidor continue ligando e registrando sua demanda indefinidamente”, disse o deputado. O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. (Agência Câmara - 20.08.2018) 

4 Aneel: Iniciada nova campanha de fiscalização de PCHs 

A equipe de Fiscalização dos Serviços de Geração da ANEEL iniciou em 10/8 uma ação de fiscalização voltada às Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) com risco de não cumprimento do cronograma de implantação. Essa iniciativa, chamada de Campanha de Fiscalização (CF) nº 5/2018, integra a metodologia de Fiscalização Estratégica da Agência, organizada basicamente em três níveis. Primeiramente, em maio deste ano, foi realizado o Monitoramento a partir de indicadores e de fiscalizações anteriores da SFG. Nesse caso, a CF levou em conta a apuração do Relatório de Acompanhamento de Empreendimentos de Geração de Energia Elétrica (RAPEEL) e os resultados das CF nº 01/2016 e 02/2017. Ao todo, foram monitoradas 124 usinas e 83 foram selecionadas para a próxima fase. Assim, em 10/8 foi iniciada a etapa de Ação à Distância, com o objetivo de acompanhar as usinas que não conseguiram regularizar sua situação nem apresentar a documentação exigida nas fiscalizações anteriores, bem como aquelas que nunca foram fiscalizadas. O trabalho vai se dividir em três frentes: Autorregularização de Licença Ambiental de Instalação-LI (para as usinas que entraram pela primeira vez), Autorregularização Final (para aquelas que conseguiram obter a LI na campanha passada e deverão comprovar a viabilidade técnica através da apresentação de documentação complementar) e Investigação (voltada aos agentes que não conseguiram apresentar nenhuma documentação que comprovasse a viabilidade de implantação na campanha passada). (Aneel – 20.08.2018) 

5 CCEE: Realizadas as liquidações financeiras de Angra e das cotas hidrelétricas, referentes à julho

As liquidações financeiras das usinas nucleares de Angra e das cotas das hidrelétricas, referentes a julho, registraram inadimplência entorno de 5%, informou a CCEE nesta segunda-feira, 20 de agosto. Somando as duas operações, mais de R$ 55 milhões deixaram de ser pagos. As liquidações financeiras de energia nuclear e cotas de garantia física e potência, referentes a julho de 2018, movimentaram R$ 1 bilhão, sendo registradas adimplências de 95,81% e 94,46%, respectivamente, nas operações.Os empreendimentos enquadrados no regime de cotas somam mais de 12 GW médios de garantia física. Ambas as liquidações foram atribuídas à CCEE em 2013, sendo que a das usinas de Angra passou a ser realizada em separado pela instituição em atendimento à Lei 12.111/2009, enquanto a liquidação de cotas foi atribuída pela Lei 12.783/13. (Agência CanalEnergia – 20.08.2018) 

6 FGV promove debate sobre concorrência no setor elétrico

O estudo inédito “Análise do Ambiente Concorrencial do Setor Elétrico no Brasil” será apresentado na próxima quinta-feira, 23 de agosto, por Gesner Oliveira, ex-presidente do Cade, professor da FGV e Coordenador do Grupo de Economia da Infraestrutura & Soluções Ambientais e Kenys Menezes Machado, Superintendente Geral Adjunto do CADE. O evento é promovido pela FGV e contará com as presenças do diretor-geral da Aneel, André Pepitone, e do Secretário de Promoção da Produtividade e Advocacia da Concorrência e Min. da Fazenda, João Manoel Pinho de Mello, além de outros nomes relevantes para o debate, que acontecerá na própria instituição, na Avenida 9 de julho nº 2029, em São Paulo, às 09h30. (Agência CanalEnergia – 20.08.2018) 

7 Artigo de Gustavo Buiatti (Alsol) e Juliana Freitas: “Geração distribuída, uma evolução natural”

Em artigo publicado no Valor Econômico, Gustavo Buiatti, diretor técnico da Associação Brasileira de Geração Distribuída, e Juliana Freitas, Doutora em Planejamento Energético pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), dissertam sobre o recente “embate” entre as entidades representantes do setor solar fotovoltaico e das distribuidoras de energia elétrica, apresentando soluções e planejamentos regulatórios possíveis para o futuro do Sistema Elétrico Brasileiro. Segundo eles, “o aumento da participação da GD impõe novos desafios para as distribuidoras, para o operador do sistema e para o regulador. O modo como os agentes promoverão tal transição será determinante para os impactos dessa expansão”. Eles concluem que “é possível otimizar os ativos de energia do consumidor, para que a GD resulte em economia para os consumidores, redução de investimentos na rede, melhoria na estabilidade do sistema e geração de energia na ponta quando necessário, melhorando a qualidade e a confiabilidade dos serviços”. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 21.08.2018)

8 Entrevista com Rui Altieri (CCEE): “Sem espaço para o retrocesso” 

Em entrevista ao Brasil Energia, o presidente do Conselho de Administração da CCEE, Rui Altieri, diz que tem mantido a instituição bastante proativa nas discussões das principais questões que envolvem a sustentabilidade e a evolução do mercado livre. No momento, o esforço está concentrado na tentativa de resolver a liquidez do mercado de curto prazo, que acumula uma pendência financeira de cerca de R$ 8 bilhões, em valores de agosto. Em segundo lugar nas prioridades, vem o esforço técnico para colocar em prática o PLD horário, um avanço que, segundo ele, além de trazer maior eficiência ao mercado, beneficiará os consumidores em geral, proporcionando uma nova dinâmica de negócios ao setor. Para ler a entrevista publicada, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 21.08.2018)


 

Empresas

1 TST libera venda de ativos da Eletrobras

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Brito Pereira, acatou pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) e cassou ontem os efeitos da decisão do órgão especial TRT-RJ da 1ª Região, concedida na semana passada e que suspendia o certame. O TRT determinava a realização de um estudo sobre o impacto da privatização nos contratos de trabalho e nos direitos dos empregados. Com a decisão judicial, volta para a agenda o certame que vai licitar as distribuidoras Eletroacre, Ceron e Boa Vista Energia. Ao analisar o processo o presidente do TST afirmou que os acionistas da empresa optaram pela venda das distribuidoras, em vez da liquidação da empresa, o que, em princípio, representava a manutenção dos contratos de trabalho. "É certo que a legislação trabalhista prestigia a manutenção dos empregos e dos direitos conquistados pelos empregados, além de conter normas que os protegem das alterações nessa relação. Mas essas garantias asseguradas aos empregados devem ser invocadas no momento próprio e pelos meios adequados", argumentou. (Valor Econômico - 21.08.2018) 

2 State Grid prevê antecipar entrega de segunda linha de transmissão de Belo Monte

Originalmente previsto para entrega em dezembro de 2019, o projeto orçado em torno de 9 bilhões de reais deverá estar pronto em meados do terceiro trimestre do ano que vem, disse à Reuters um executivo responsável pelo empreendimento. “As datas ainda não estão totalmente amarradas, à medida em que ainda estamos evoluindo nessa antecipação... o prazo original é 2 de dezembro e nosso desafio é antecipar para meados do terceiro trimestre”, explicou o vice-presidente da Xingu-Rio (XRTE), subsidiária da State Grid que toca as obras, Paulo Esmeraldo. “A mobilização da obra está a pleno vapor... nós estamos antecipando o máximo possível para poder superar a estação das chuvas, que é entre dezembro, janeiro e fevereiro, quando a obra cai bastante seu ritmo”, apontou Esmeraldo. A antecipação buscada pelos chineses visa atender também a um pedido do governo brasileiro, após linhas de transmissão de energia vistas como importantes para escoar a geração de Belo Monte para o sistema elétrico não serem entregues pelas elétricas espanholas Abengoa e Isolux, que abandonaram os projetos por dificuldades financeiras. (Reuters – 20.08.2018)

3 UHE Belo Monte: Com LT concluído antes do previsto, a hidrelétrica poderá gerar receita assim que pronta

Ao concluir o linhão antes do previsto, a State Grid também adiantará a geração de caixa com o empreendimento, que passa a produzir receita assim que inicia a operação. O empreendimento em construção pela State Grid será a maior linha de transmissão de eletricidade em ultra-alta tensão do mundo quando concluído, cruzando 2,5 mil quilômetros para levar a geração de Belo Monte, no Pará, ao Sudeste do país, onde se concentra a maior parte do consumo de energia. Além desse linhão, a State Grid já entregou uma primeira linha de transmissão para escoar a geração de Belo Monte, um projeto em parceria com a estatal Eletrobras que entrou em operação no final do ano passado, também antes do inicialmente previsto. Quando Belo Monte estiver concluída, o que é previsto para 2019, a usina no Xingu será uma das maiores do mundo, com 11,2 gigawatts. No Brasil, ela ficará atrás apenas da binacional Itaipu, em parceria com o Paraguai, que soma 14 gigawatts. Até meados de junho, a hidrelétrica havia recebido autorização para iniciar a operação em regime comercial de 15 máquinas, de um total de 24. (Reuters – 20.08.2018) 

4 Copel: Risco de interferência política em tarifas é “quase zero”, afirma diretor 

A estatal paranaense Copel não vê riscos de o resultado das eleições para o governo do Paraná em outubro deste ano impactar a política tarifária da companhia, disse à Reuters nesta segunda-feira o diretor financeiro da elétrica, Adriano Rudek de Moura. A fala do executivo vem após o deputado estadual Ratinho Junior (PSD), que lidera as pesquisas de voto para o governo paranaense, ter criticado duramente uma recente alta de cerca de 16% nas tarifas da Copel autorizada pela Aneel. Segundo informações do site de Ratinho Junior, ele pediu ao governo estadual a revisão do reajuste, alegando que a tarifa maior penalizaria a sociedade e a atividade econômica no Estado. “Sinceramente, vejo com surpresa esses comentários, porque a Copel está muito blindada com relação a esses tipos de discursos demagógicos. Temos no nosso estatuto uma restrição, uma blindagem em relação a esse tipo de ação... não vejo nenhum risco, sinceramente, de que isso possa acontecer”, disse Moura em entrevista. “Uma mudança dessas significaria mudar o estatuto, com aprovação de todos os sócios, não só o majoritário (o governo paranaense)... o risco é quase zero”, adicionou o executivo. (Reuters – 20.08.2018)

5 Copel: “Não vejo espaço para nenhuma venda (de ativos) neste ano”, diz CFO

A Copel tem estudado a possibilidade de se desfazer de alguns ativos para reduzir o tamanho ou o prazo de seu endividamento. Para o diretor financeiro da elétrica, Adriano Rudek de Moura, a companhia já tem conseguido reduzir dívidas e que a necessidade dos desinvestimentos não é mais tão premente como num passado recente, quando foi encomendado um estudo sobre o plano de desinvestimentos. “É um estudo, ele pode ser executado ou não. Não será executado neste ano, não vejo espaço para a gente fazer nenhuma venda neste ano”, explicou. Ele disse que serão levados em conta na análise ativos não-estratégicos da Copel, como a subsidiária de telecomunicações, por exemplo, e a atratividade deles no mercado, bem como o impacto financeiro que uma eventual negociação geraria. “Temos aí uns três meses para concluir esse plano, e aí a gente vai começar uma discussão de alternativas”, disse Moura. (Reuters – 20.08.2018) 

6 Copel: Entrada de Parques eólicos e UHEs em operação até o início de 2019 reduzirá a pressão por venda de ativos, aponta diretor

Segundo Adriano Rudek de Moura, diretor financeiro da Copel, um dos fatores que reduzirá a pressão pelos desinvestimentos será a entrada em operação, , um dos fatores que reduzirá a pressão pelos desinvestimentos será a entrada em operação de parques eólicos e hidrelétricas da companhia entre a reta final deste ano e o início de 2019. “A Copel vai começar a entregar investimentos que fizemos e isso vai adicionar uns 400 milhões de reais em caixa no ano que vem, com base nesses projetos que forem sendo terminados”, apontou. Com isso, ele disse esperar que a relação entre dívida líquida e alavancagem da companhia caia no ano que vem para “abaixo de 3 vezes, talvez um pouco acima dos 2,5 vezes”, ante 3,1 vezes ao final do primeiro semestre. (Reuters – 20.08.2018) 

7 Copel: Com a entrada de mais usinas em operação, haverá margem para novos investimentos, diz CFO

Para o diretor financeiro da Copel, Adriano Rudek de Moura, a entrada de mais usinas em operação e a redução na dívida, haverá até espaço para a Copel se comprometer com novos investimentos, segundo o diretor. Ele disse que a companhia poderá participar de um leilão do governo para novas usinas de geração, agendado para 31 de agosto, com projetos que somam entre 150 megawatts e 200 megawatts em capacidade instalada. “Nós temos interesse em usinas eólicas e algumas pequenas centrais hidrelétricas. No ano que vem, talvez entremos também em alguns leilões na parte de transmissão”, afirmou. O leilão A-6 contratará usinas que precisarão iniciar operações a partir de 2024. Segundo Moura, um dos fatores que reduzirá a pressão pelos desinvestimentos será a entrada em operação de parques eólicos e hidrelétricas da companhia entre a reta final deste ano e o início de 2019. “A Copel vai começar a entregar investimentos que fizemos e isso vai adicionar uns 400 milhões de reais em caixa no ano que vem, com base nesses projetos que forem sendo terminados”, apontou. (Reuters – 20.08.2018) 

8 Sterlite Power indica Rui Chammas como CEO no Brasil

A indiana Sterlite Power indicou Rui Chammas, ex-CEO da Biosev, como presidente da companhia no Brasil. Chammas trabalhou por mais de 11 anos na petroquímica brasileira Braskem. Antes disso, ele foi associado à empresa química francesa Rhodia por 13 anos. O executivo é formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e possui MBA pelo Instituto Getúlio Vargas. Ele também participou de um programa executivo de Business Dynamics no MIT Sloan. A Sterlite Power possui uma carteira de nove projetos, o que implica um investimento próximo de US$ 1,7 bilhão no país. No último leilão de transmissão a companhia indiana arrematou seis lotes, entre eles o maior da concorrência em termos de receita anual. A Sterlite ofertou uma RAP de R$ 85 milhões frente um teto de R$ 205 milhões, o que gerou deságio de 58,54%. (Brasil Energia – 20.08.2018)

Leilões

1 PSR: Novo contrato para eólica pode ser prejudicial ao consumidor

A consultoria PSR em sua mais recente edição do Energy Report voltou a discutir a questão dos contratos por quantidade para a fonte eólica. Essa modalidade será utilizada pela primeira vez próximo A-6. A PSR afirma que é a favor dos contratos por quantidade para as eólicas, porém sem os problemas levantados no relatório. As razões para a preferência por este tipo de contratação, justifica a consultoria, são a transparência do custo para o consumidor, a redução na volatilidade das tarifas e a alocação dos riscos de mercado para os geradores. A Aneel, contudo, decidiu manter o modelo de contrato apresentado inicialmente em audiência pública, onde o perfil mensal da energia contratada segue a geração declarada pelo investidor. Adicionalmente, na versão final do contrato, o gerador poderá, ao final de cada ano, alterar o perfil mensal da energia contratada para o ano seguinte. Segundo a consultoria, ao permitir que o gerador defina os montantes de entrega mensal de energia, a Aneel criou na realidade um contrato por disponibilidade e não um contrato por quantidade, o que significa que o GSF continuará alocado ao consumidor de energia elétrica. A PSR alerta que este contrato é similar ao atualmente oferecido para a biomassa, que é um contrato por disponibilidade com obrigações mensais de energia, porém com o agravante de não haver qualquer sinalização para a expansão eficiente do sistema. O relatório afirma que o impacto de realizar o leilão A-6 de 2018 com este tipo de contrato tem potencial de acusar prejuízos ao consumidor da ordem de R$ 53 mi por ano caso o Governo contrate 500 MW médios de eólicas. (Agência CanalEnergia – 20.08.2018) 

Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 Níveis dos reservatórios pelo Brasil

Os reservatórios do Nordeste iniciaram a semana com redução de 0,1% em relação ao dia anterior, ficando com 33,4% da capacidade, segundo dados do ONS relativos ao último domingo, 19 de agosto. A energia armazenada afere 17.303 MW mês no dia e a ENA segue em 36% da média de longo termo armazenável acumulada no mês. A usina Sobradinho opera com 30,10% de sua capacidade. No Sudeste/Centro-Oeste do país os níveis caíram 0,2%, ficando em 31,2%. A energia armazenada aponta 63.354 MW mês e a energia afluente ficou em 89% da MLT. Furnas funciona com 25,84% e a UHE São Simão registra 50,65%. Os reservatórios do Sul operam com 39,4%, após recuo de 0,3% no volume. A energia armazenada consta em 7.913 MW mês e a ENA caiu para 34% da MLT. A hidrelétrica Passo Fundo trabalha com 39,68% da capacidade. Já a região Norte apresentou a maior diminuição do dia, 0,5%, deixando o submercado com 59%. A energia armazenada aponta 8.882 MW mês e a energia abaixou para 72% da MLT. A usina Tucuruí opera com capacidade de 81,33%. (Agência CanalEnergia – 20.08.2018) 

2 Itaipu tem pior trimestre na produção de energia desde apagão de 2001

Nos últimos três meses, a Usina de Itaipu, que fica em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, registrou a menor produção de energia desde a época do apagão de 2001. A queda se deve à estiagem, que diminuiu o nível de água nos reservatórios, segundo gerente de Programação de Sistema, Rafael Favoreto. “Isso só está sendo um pouco melhor do que na época do racionamento. Desde que o Lago de Itaipu foi formado a gente não tem uma sequência de 90 dias tão ruim quanto nesses últimos dias”, explicou Favoreto. A seca também foi responsável pelo pior mês em produção de energia dos últimos oito anos. Os mexilhões aquáticos grudados em pedras comprovam que o nível do lago de Itaipu – que tem 1.350 metros quadrados de área e é o sétimo maior do Brasil – já esteve bem mais alto. São os efeitos de meses com quase nenhuma chuva significativa na região da bacia do Rio Paraná. Em Santa Terezinha de Itaipu, também no oeste do estado, com o recuo das águas, uma grande limpeza foi feita e muito lixo foi retirado das margens da praia. Nesta segunda-feira (20), no início do Lago, em Guaíra, o volume de água era de 9.831 metros cúbicos por segundo. A média é de 11 mil metros cúbicos por segundo. Os dados do volume de água total também mostram a baixa. O nível acima da usina está em 218,5 metros. Enquanto o valor mais comum é acima de 220 metros. (G1 – 20.08.2018)

Inovação

1 EDP Open Innovation anuncia inscrições para startups brasileiras

Com o objetivo de desafiar e estimular o desenvolvimento de novas soluções para o mercado de inovação e tecnologia, a EDP anunciou a abertura das inscrições para o concurso global EDP Open Innovation 2018. Startups de qualquer país poderão se candidatar até 10 de setembro, através do www.edpstarter.com/openinnovation. Em sua terceira edição, a competição focará em projetos relacionados às grandes tendências do segmento: descarbonização, com o uso crescente de fontes renováveis; descentralização, com o aumento da geração distribuída; e digitalização, com a busca por serviços mais inteligentes e conectados. A melhor equipe será premiada com 50 mil euros para investir em seu negócio, e os três primeiros lugares terão a oportunidade de participar do Web Summit, evento internacional de tecnologia e empreendedorismo, realizado anualmente em Portugal. “Depois de premiarmos a cearense Delfos como vencedora em 2016 e a paulistana COSOL como destaque no ano passado, esperamos novamente uma presença massiva de equipes nacionais no concurso”, afirmou Lívia Brando, gestora de Inovação da EDP no Brasil. (Agência CanalEnergia – 20.08.2018) 

2 Ambev se alia à Volkswagen para usar 1.600 caminhões elétricos até 2023

A fabricante de bebidas Ambev firmou parceria com a alemã Volkswagen Caminhões e Ônibus para adoção de 1.600 caminhões elétricos por todos os 20 operadores logísticos que trabalham com a empresa até 2023, em uma estratégia que coincide com a entrada em vigor da tabela de fretes rodoviários no país. Um primeiro veículo da linha de caminhões elétricos, com autonomia para rodar até 200 km com energia 100% renovável, deve chegar às ruas da capital paulista até o fim de setembro, disse o diretor de sustentabilidade e suprimentos da Ambev, Guilherme Gaia. "Este ano iniciamos testes com um caminhão para tornar o projeto mais assertivo [...] Esse caminhão é considerado leve, a ideia é termos caminhões grandes também", disse Gaia. Apesar da certa coincidência do anúncio ser feito alguns dias após a sanção presidencial, Gaia afirmou que o projeto de caminhões elétricos, que não estão sujeitos à tabela de fretes segundo informação da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), não tem relação com a paralisação nacional dos caminhoneiros. "Esse movimento (a greve dos caminhoneiros) é relativamente recente, temos acompanhado como toda a sociedade, mas o caminhão elétrico é maior que isso, é um fenômeno, um projeto anterior a esse movimento que vimos recentemente", afirmou Gaia. (Folha de São Paulo – 22.08.2018)

Meio Ambiente

1 Em reunião com Funai e Ibama, governo ressuscita linha de transmissão entre AM e RR

O governo federal anunciou ontem que pretende tirar do papel a construção da linha de transmissão entre Manaus (AM) e Boa Vista (RR). O empreendimento foi licitado em 2011, mas a obra não avançou por falta de licenciamento relacionado à construção de rede em território dos índios waimiri-atroari. Após reunião com o presidente Michel Temer, ministros e entidades como a Funai, a presidente do Ibama, Suely Araújo, disse ontem que o governo definiu dividir a área para a construção da linha e deixar de fora a reserva indígena. Segundo Suely, com a retirada de 123 quilômetros que passam pelas terras indígenas, será possível iniciar cerca de 600 km de obras do chamado “linhão”. A presidente do Ibama disse ainda que a Funai ficou de emitir um parecer nos próximos dias para ver se ainda há objeções e dependendo dos dados técnicos, se não houver necessidade de complementação, a expectativa do Ibama é que as obras da parte externa do linhão sejam iniciadas até 28 de setembro. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (MDB-RR), que tenta a reeleição no Estado, afirmou que a obra começará por Boa Vista e "a licença ambiental do Ibama sairá nos próximos dias". (Valor Econômico - 21.08.2018) 

Energias Renováveis

1 Índice FDR aponta queda de competitividade das renováveis no ACL

A FDR Energia lançou a atualização de agosto do Índice Nacional de Atratividade do Mercado Livre para Fontes Limpas de Energia. Segundo o levantamento, Tocantins continua na liderança, com a nota “0,592”. Na segunda posição permanece o Pará, com “0,582”, seguido por Espírito Santo, com “0,570”. Na quarta posição ficaram os estados de Goiás e Rio de Janeiro, com “0,568” e, em quinto, o Amazonas, com “0,566”. Por último, permanece o Amapá, com nota “0,353”, que indica baixa atratividade. O estudo aponta a queda da competitividade das fontes limpas no mercado livre de energia brasileiro, com a média de “0,507”, no comparativo com julho, que registrou “0,516”. Para Erick Azevedo, sócio diretor da FDR Energia e coordenador do estudo, “a escassez de chuva e a baixa oferta de energia incentivada minam a atratividade do Ambiente de Comercialização Livre”. Em linhas gerais, o ranking considera que valores abaixo de 0,4 são inviáveis financeiramente para migração para o ACL. Entre 0,4 e 0,6 a viabilidade é moderada, entre 0,6 e 0,8, de boa viabilidade e acima de 0,8, com alta viabilidade. (Agência CanalEnergia – 20.08.2018) 

2 GD solar ainda enfrenta dificuldades com financiamento

A questão do financiamento de projetos solares fotovoltaicos continua a ser a maior dificuldade do setor em termos de buscar formas de viabilizar projetos. Enquanto os empreendedores apontam que há a necessidade de novas e melhores formas de financiamento de usinas, os bancos ainda apontam que há uma grande necessidade de apresentação de garantias para que possam ser liberados os recursos. Na semana passada o Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV, o FGVces, apresentou os resultados de um estudo feito para a Febraban indicando que o financiamento de projetos solares fotovoltaicos é viável no país. A meta com esse trabalho foi o de apresentar uma ferramenta básica em comum para que as instituições possam desenvolver metodologias próprias de acordo com seu perfil de avaliação de risco. O estudo apontou como foco três nichos bem segmentados de mercado, sendo dois destinados à pessoa jurídica. O que diferencia são os tíquetes médios, um de valores acima de R$ 15 mi, destinados a projetos de miniusinas até o limite de 5 MW, outro nicho está em projeto de médio porte ou geração compartilhada com valores de investimentos médios de R$ 5 mi e sistemas de pequeno porte instalados em pequenas e micro empresas, seja para consumo direto ou auto consumo remoto e tíquete médio de R$ 500 mil. Outro segmento é aquele destinado a pessoa física e valores médios de investimentos de R$ 50 mil em média. (Agência CanalEnergia – 20.08.2018)

3 MME aprova EOLs da EDF EN como produtoras independentes

O MME deliberou a operação como produtor independente de energia de quatro usinas de geração eólica denominadas Ventos de São Januário 1, 2, 13 e 14, ambas localizadas no município de Campo Formoso, na Bahia. As EOLs, que também foram confirmadas pelo MME como projetos prioritários e enquadradas junto ao Reidi, são de posse do grupo francês EDF Énergies Nouvelles, e todas possuem 28,6 MW de capacidade prevista, com período de execução das obras indo de 2021 até 2022. Cada empreendimento irá demandar cerca de R$ 147,1 mi em investimentos, sem contar a incidência de impostos. O MME também determinou outra autorização nos mesmos moldes, estabelecendo a Canadian Solar como produtora independente mediante a exploração da central fotovoltaica Jaíba 9, de 20 MW e situada em Jaíba, MG. O cronograma do projeto é de janeiro de 2021 até 7 de dezembro do mesmo ano, e irá requerer um aporte de aproximadamente R$ 98,2 mi, não levando em conta as taxas. (Agência CanalEnergia – 20.08.2018) 

 

Gás e Termelétricas

1 Santa Catarina tenta viabilizar terminal GNL de 15 milhões de m³/dia

O estado de Santa Catarina tenta viabilizar a construção de um terminal de regaseificação de gás natural liquefeito (GNL) com capacidade para regaseificar aproximadamente 15 milhões de m³/dia. A estação ficará em São Francisco do Sul e deve entrar em operação em 2021. A operação de GNL seria feita pela Golar Power e a Engie tem interesse em comprar parte do gás que chegará via terminal catarinense. O combustível deve ser utilizado em um projeto termelétrico que a empresa francesa está avaliando construir no Norte do estado. A SCGás é outra parte interessada na construção do terminal porque o volume ajudaria a abastecer o mercado de distribuição, uma vez que o contrato de fornecimento com a Petrobras expira em 2020. No começo do mês, representantes da Engie e da Golar estiveram reunidos com a Investe SC, agência de fomento estadual. Durante a reunião, além de apresentadas as principais características e o plano de ações do projeto, foram discutidos aspectos como as licenças necessárias e os tributos atrelados à realização da obra. (Brasil Energia – 20.08.2018)

2 Asja: Aterro pernambucano receberá usina a biogás de 12,8 MW

O aterro sanitário privado da Muribeca, em Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco, terá até janeiro de 2019 uma usina de geração de energia a partir do biogás oriundo da decomposição do lixo orgânico do local. A planta já está sendo instalada pela italiana Asja e ocupará uma área de 2 mil metros quadrados da Central de Tratamento de Resíduos Candeias (CTR Candeias), do grupo Ecopesa Ambiental, com uma potência instalada de 12,8 MW. A usina vai gerar 95 GWh de energia, o suficiente para atender o consumo de 52 mil pessoas e para evitar a emissão de 300 mil toneladas/ano de CO2. A empresa já assinou dois contratos de comercialização de energia com empresas locais, que garantem a venda parcial da capacidade nominal da planta por cinco anos. O alemão Deutsche Bank financia o empreendimento com empréstimo de 6 milhões de euros ao longo de cinco anos. Serão instalados ao todo 14 geradores que aproveitarão o biogás hoje queimado e desperdiçado em dois flares. (Brasil Energia – 20.08.2018) 

Grandes Consumidores

1 Instituto Aço Brasil: Mercado demanda novas ações de sustentabilidade

Em busca de competitividade, a produção brasileira de aço reutiliza 96% da água que circula nas unidades fabris, aproveita 88% dos resíduos como a escória empregada na fabricação de cimento e tem 42% da demanda de energia atendida pelo processamento dos gases da própria indústria, reduzindo combustíveis fósseis. Os dados, levantados pelo Instituto Aço Brasil, refletem a complexidade das mudanças impostas por um mercado de consumo vulnerável a crises e guerras comerciais como a que envolve EUA e China. "Para além dos requisitos técnicos dos produtos, a indústria está sob pressão de novas leis e normas de produção sustentável e de clientes que exigem certificados de qualidade ambiental", afirma Cristina Yuan, diretora de assuntos institucionais da organização. A pegada de carbono pode fazer diferença no contexto da mitigação das mudanças climáticas. Em linha com o padrão global, o Brasil emite 1,9 tonelada de gases de efeito estufa por tonelada de aço bruto. Mas poderia se descolar do resto do mundo e somar vantagem competitiva via expansão do carvão de florestas plantadas como fonte energética para os fornos: o eucalipto resgata da atmosfera 2,9 toneladas de carbono por tonelada de gusa (matéria-prima do aço). (Valor Econômico - 21.08.2018) 

 

Economia Brasileira

1 FGV: Confiança da Indústria tem menor nível desde novembro

A deterioração das condições atuais do setor manufatureiro fez cair a confiança da indústria em agosto, a despeito de uma ligeira melhora nas expectativas. É o que mostra a prévia da sondagem do setor feita pela FGV. O Índice de Confiança da Indústria (ICI) caiu 0,8 ponto em relação ao número final de julho, para 99,3 pontos, o menor desde novembro de 2017. É a primeira vez que o indicador fica abaixo de 100, linha que separa otimismo do pessimismo, desde janeiro, quando marcou 99,4 pontos. Em julho, a confiança ficou estável e, em junho, caiu 1 ponto. A piora da confiança no mês estaria sendo influenciada pela menor satisfação dos empresários sobre o momento presente. O Índice da Situação Atual (ISA) recuou 2,4 pontos em agosto, para 96,6 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE) subiu 0,8 ponto, para 101,9 pontos. Essa alta, contudo, não compensa a queda de 3,9 pontos nas expectativas em julho. O resultado preliminar de agosto ainda sinaliza estabilidade do Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria (Nuci) em 75,7%. Para a prévia de agosto foram consultadas 782 empresas entre os dias 1º e 17 deste mês. O resultado final da pesquisa será divulgado na próxima terça-feira, dia 28. (Valor Econômico – 21.08.2018)

2 CNI: Confiança do empresário industrial sobe, mas não volta a nível de maio

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) verificou que o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) subiu 3,1 pontos em relação a julho, alcançando 53,3 pontos em agosto. Com isso, o índice ficou acima da linha divisória de 50 pontos, que separa otimismo e pessimismo. O dado foi considerado positivo pela CNI, mas o Icei ainda está abaixo da média histórica, que é de 54,1 pontos. Também está menor do que os 55,5 pontos registrados em maio, antes da greve dos caminhoneiros. A mais recente pesquisa foi feita entre 1º e 13 de agosto, com 2.838 empresas. Dessas, 1.126 são pequenas, 1.061 são médias e 651 são consideradas grandes no mercado. Segundo a CNI, a confiança é maior nas grandes companhias, em que o indicador alcançou 54,4 pontos. Nas pequenas empresas, ele ficou em 51,2 pontos. Nas médias chegou a 53 pontos. Nas indústrias extrativas, o índice subiu para 58,5 pontos, acima dos 53,5 pontos registrados na indústria de transformação e dos 51,8 pontos verificados na construção. (Valor Econômico – 21.08.2018)

3 Iedi: Importação industrial cresceu mais que a produção no 2º tri 

A reação da indústria de transformação perdeu fôlego no 2º trimestre, mas em ritmo insuficiente para conter a alta das importações no setor, que aceleraram no período. Enquanto a produção física do ramo manufatureiro avançou 1,7% de abril a junho em relação a igual período do ano anterior, as compras externas do segmento saltaram 17,7% na mesma comparação, segundo levantamento do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). No primeiro trimestre, a produção cresceu 3,9% ante igual intervalo em 2017, ritmo também inferior ao aumento das importações, que foi de 11,8%. Os desembarques subiram em todas as quatro faixas tecnológicas de acordo com os cálculos do Iedi, que levam em conta a metodologia adotada pela OCDE. A maior alta no segundo trimestre, de 21,4%, foi registrada na indústria de média-alta tecnologia, puxada pelas compras externas de máquinas e equipamentos mecânicos, que ficaram 33,5% maiores. Também cresceram de forma acelerada as importações de veículos automotores, com expansão de 31,3%. Segmentos que representam principalmente insumos usados no processo produtivo, como borracha e plásticos e produtos químicos, também foram mais importados de abril a junho. Aumentaram, ainda, as importações de bens de consumo semi e não duráveis: 9,8%. (Valor Econômico – 21.08.2018) 

4 União cobre dívida de R$ 417 mi de MG

O Tesouro Nacional pagou, no mês passado, uma dívida atrasada de R$ 417,27 mi do Estado de Minas Gerais com o Banco do Brasil (BB). Esta foi a primeira vez no ano que o governo federal foi acionado para cobrir um empréstimo de MG. De acordo com informações do Tesouro, os cofres públicos foram ressarcidos no mesmo mês. Isso porque foram bloqueados recursos do Fundo de Participação do Estado (FPE) para cobrir a fatura. O Estado de Minas Gerais tem atrasado o repasse do ICMS às prefeituras, segundo a Associação Mineira de Municípios (AMM). Algumas prefeituras chegaram a procurar o Judiciário para garantir o recebimento de recursos. Apesar disso, o Estado não ultrapassou, de acordo com seus relatórios fiscais, os tetos para despesa de pessoal ou para dívida. Segundo o relatório do 1º quadrimestre, a despesa de pessoal do Poder Executivo atingiu 48,12% da RCL, ainda abaixo do teto de 49% definido pela LRF, mas bem acima dos 46,55% definidos como limite prudencial. A relação entre a Dívida Consolidada Líquida (DCL) e a receita ficou em 1,83 ao fim de abril, também abaixo do limite de 2,0 estabelecido pela LRF. Em julho, o Tesouro Nacional honrou R$ 602,43 mi em dívidas, com aval da União. Além de Minas, a União pagou R$ 124,13 mi em débitos do Rio de Janeiro, R$ 55,49 mi do Piauí e R$ 5,53 mi de Roraima. Em 2018, o governo já assumiu R$ 2,496 bi, sendo R$ 1,985 bi apenas do Rio de Janeiro. Segundo os dados que estão no relatório de garantias honradas pela União em operações de crédito, desde 2016, o Tesouro honrou R$ 8,93 bi em garantias concedidas a operações de crédito. (Valor Econômico – 21.08.2018) 

5 FGV: Consumo das famílias e investimento devem puxar alta do PIB

Mesmo com o choque na atividade causado pela greve dos caminhoneiros, a economia deve crescer no 2º trimestre, ante igual período do ano passado, afirmou Claudio Considera, economista da FGV, para quem há sinais de reação na demanda interna, especialmente consumo das famílias e investimentos em máquinas e equipamentos. Ele fez a observação ao comentar o Monitor do PIB da FGV, anunciado ontem e que mostrou alta de 1,2% na atividade no segundo trimestre ante igual trimestre em 2017. A pesquisa mostrou ainda que, na comparação com trimestre imediatamente anterior, a alta sinalizada é de 0,3%, sexta consecutiva nesta comparação. Na variação mensal, o crescimento em junho da economia foi de 3,3% - sendo que, em maio, o Monitor apontou recuo de 2,6% na taxa mensal. Um dos aspectos que mais tem contribuído para a continuidade de recuperação na atividade são os bens de capital. Considera detalhou que, no Monitor do PIB, a atividade de máquinas e equipamentos mostrou aumento de 14,3% no segundo trimestre ante igual trimestre do ano passado. Em junho, o item máquinas e equipamentos subiu 12,6% ante maio no levantamento, o que ajudou a FBCF, que subiu 5% no período; e cresceu 4,1% no segundo trimestre ante igual trimestre do ano passado. O pesquisador salientou, ainda, que o empresariado só investe em maquinário quando percebe algum tipo de demanda a ser atendida. Isto indica que o consumo tem apresentado boas respostas. Este dado também foi detectado pelo Monitor do PIB, observou. Na pesquisa, o consumo das famílias cresceu 1,8% no segundo trimestre ante igual trimestre em ano anterior, com aumento de 2,1% em junho ante maio. (Valor Econômico – 20.08.2018) 

6 Dólar ontem e hoje

O dólar comercial fechou o pregão do dia 20 sendo negociado a R$ 3,9566, com variação de +0,97% em relação ao início do dia. Hoje (21) começou sendo negociado a R$3,9577 - com variação de +0,03% em relação ao fechamento do dia útil anterior - e segue uma tendência de alta, sendo negociado às 10h30 no valor de R$3,9800 variando +0,56% em relação ao início do dia. (Valor Econômico – 20.08.2018 e 21.08.2018)



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