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Notícias Outubro
25/10/2017

Regulação e Reestruturação do Setor

1 GESEL apresenta dois artigos no SNPTEE

O GESEL esteve presente com dois artigos no XXIV Seminário Nacional de Produção e Transmissão de Energia Elétrica (SNPTEE), em Curitiba, promovido pelo Comitê Nacional Brasileiro de Produção e Transmissão de Energia Elétrica (CIGRÉ-Brasil) e que, nesta edição, está sendo coordenado pela Companhia Paranaense de Energia (COPEL). O pesquisador Lucca Zamboni foi responsável pela apresentação dos dois trabalhos. O primeiro, intitulado “A alocação de riscos no Setor Elétrico Brasileiro: desafios e possibilidades”, foi realizado em parceria com a ENEVA e é assinado por Caroline Miaguti (GESEL), Késia Braga (GESEL), Roberto Brandão (GESEL), Ernani T. Torres Filho (GESEL), Nivalde de Castro (coordenador do GESEL) e Vanessa Reich de Oliveira (Eneva). O artigo tem como objetivo analisar o desenho do atual modelo de comercialização de energia no Brasil, investigando por quais vias a crise hidrológica transformou-se em uma crise financeira no Mercado de Curto Prazo, evidenciando seu caráter estrutural. Já o segundo, intitulado “O financiamento das distribuidoras de energia elétrica brasileiras”, foi feito em parceria com a CPFL. Assinado por Caroline Miaguti (GESEL), Késia Braga (GESEL), Roberto Brandão (GESEL), Ernani T. Torres Filho (GESEL), Rafael de Oliveira Gomes (CPFL) e Rafael Moya Rodrigues Pereira (CPFL), o artigo tem como objeto a análise do financiamento das distribuidoras de energia elétrica nos anos de 2006 a 2015, para discutir como mudanças nas políticas de financiamento nacionais podem impactar estas empresas. Para ter acesso aos textos e aos slides de apresentação, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 25.10.2017)

2 Governo estuda socorrer o setor elétrico

Com a previsão de um rombo de R$ 6 bilhões das distribuidoras este ano e com reservatórios de hidrelétricas em patamares inferiores aos de 2001, ano do racionamento, o governo estuda socorrer o setor elétrico. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou na terça-feira em São Paulo que estão em análise alternativas para ajudar as empresas, mas observou que as medidas não podem causar desequilíbrio no Orçamento. Entre as medidas que podem auxiliar as empresas, a Aneel avalia autorizar as distribuidoras a adiarem o pagamento pela energia às geradoras para o último dia do mês. Outra ação em análise é o repasse de recursos do fundo setorial Conta de Energia de Reserva, que está superavitário em cerca de R$ 1 bilhão. Nestes dois casos, não há custo extra para o consumidor. Uma primeira ação já foi colocada em prática. A ANEEL aprovou um aumento de 42,8% no valor cobrado pela bandeira vermelha no patamar 2, a cota extra em vigor atualmente no país. Mas a previsão é que outras providências sejam tomadas. Mesmo assim, analistas preveem que a conta recaia sobre o consumidor, com novos reajustes em 2018 e uma frequência maior de cobrança da cota extra na conta de luz. (O Globo – 24.10.17) 

3 GESEL: consulta pública deve discutir criação de bandeira preta

Segundo Nivalde de Castro, coordenador do GESEL da UFRJ, chegou a ser discutida no setor a criação de um novo patamar de bandeira tarifária, ainda mais alto. “Acredito que entrará na consulta pública a criação de uma bandeira preta, acima da atual vermelha patamar 2, com uma proposta de aumentar ainda mais a cobrança da taxa extra.” Luiz Pinguelli Rosa, professor de Planejamento Energético da Coppe/UFRJ, lembra que a crise, até aqui, atenuou o agravamento da situação dos reservatórios e de alta do custo da geração. “Com a demanda reprimida, o consumo caiu. A indústria reduziu a utilização. O patamar vinha cômodo. Agora, a saída é inibir o consumo. Mas é um reajuste muito forte.” (O Globo – 24.10.17) 

4 Aneel: eleva a cobrança máxima de bandeira tarifária 

A Aneel aprovou nesta terça-feira (24) um aumento nos valores das bandeiras tarifárias que vai deixar a cobrança máxima 43% mais cara já a partir de novembro deste ano. A bandeira vermelha no patamar 2, vigente atualmente e que dever perdurar por novembro, vai subir de R$ 3,50 a cada 100 kWh (quilowatts-hora) para R$ 5. Na nova proposta, a bandeira verde continua livre de tarifa, e a vermelha em patamar 1, cobrando R$ 3 a cada 100 kWh. A amarela, no entanto, mudou e ficou 50% mais barata, passando de R$ 2 a cada 100 kWh para R$ 1. Marco Delgado, da ABRADEE, afirmou, no entanto, que o novo patamar de R$ 5 "não conseguirá alcançar os objetivos". Mais cedo o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que o governo avalia medidas de socorro às distribuidoras, mas esbarra em restrições orçamentárias. (Folha de São Paulo – 24.10.2017) 

5 Aneel: alteração no cálculo para acionamento das bandeiras

A Aneel aprovou também uma mudança no gatilho de acionamento das bandeiras, que agora deve acontecer mais cedo. Antes, para as bandeiras serem acionadas, a metodologia considerava o CMO, divulgado pelo ONS e base para o cálculo do PLD, o custo da energia no mercado de curto prazo. Agora, o cálculo vai combinar o deficit hídrico às faixas de valores em PLD. Pela nova proposta, se o risco hidrológico for de 1%, mas o PLD estiver até R$ 500 MWh, a bandeira permanece verde, ou seja, sem tarifa extra, porque as hidrelétricas estão entregando sua garantia física. Se o risco atingir 10% e o PLD for de até R$ 50 MWh, também não há cobrança, mas com PLD entre R$ 50 MWh e R$ 100 MWh haverá tarifa amarela, de R$ 100 MWh a R$ 300 MWh, vermelha 1 e a partir de R$ 300,001 MWh, vermelha 2. (Folha de São Paulo – 24.10.2017) 

6 Previsão de aumento em 3,3% na tarifa de energia

O aumento nos valores das bandeiras tarifárias anunciado nesta terça-feira (24) pela Aneel terá um impacto pequeno para o consumidor final. Na média, o aumento na conta de luz do brasileiro será de 3,3% em novembro, segundo a consultoria TR Soluções. O cálculo foi feito com base na tarifa média do país, pois o valor varia em cada Estado e em relação ao nível de tensão de cada consumidor. Em São Paulo, por exemplo, onde a tarifa é mais baixa, o impacto será de 3,6%. A Aneel alterou os valores cobrados por bandeira: a amarela ficou 50% mais barata e a vermelha 2 aumentou 43%. A vermelha no patamar 1 fica igual. Na prática, a conta de luz vai sofrer um adicional de R$ 1,5 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido. (Folha de São Paulo – 25.10.2017) 

7 Distribuidoras pedem medidas adicionais a aumentos tarifários

As bandeiras são acionadas principalmente quando falta água nos reservatórios das usinas, há redução na geração hídrica e as distribuidoras precisam contratar energia mais cara para compensar. O valor anterior da bandeira, porém, se mostrou insuficiente para cobrir os gastos extras das companhias, que previam um rombo de R$ 6 bilhões até o fim de 2017. Com a mudança, a previsão caiu para R$ 5 bilhões – ou seja, melhorou, mas continua grave, diz o presidente da ABRADEE, Nelson Leite. Como o aumento na conta não será suficiente, as empresas pedem medidas adicionais para aliviar o caixa. Uma das possibilidades seria uma revisão tarifária extraordinária. Na prática, seria elevar as tarifas para compensar o risco hidrológico, que é o fator de maior peso no reajuste atualmente. Outras ações são pedidas pelas distribuidoras, como aumentar o prazo de pagamento da energia comprada no mercado de curto prazo –que tem alto custo e é usada para compensar a baixa geração hidrelétrica. Outro pleito é usar os recursos do Coner, que é uma espécie de fundo abastecido por recursos de geradoras de energia contratadas em leilões de reserva. A estimativa do setor é que esse fundo tenha cerca de R$ 1 bilhão, que poderia ser rateado entre as distribuidoras, diz Leite. (Folha de São Paulo – 25.10.2017)

8 Governo afirma que MPs para reforma do setor elétrico estão na reta final 

A elaboração das medidas provisórias de reforma do setor elétrico, incluindo a que é considerada necessária para a privatização da Eletrobrás, está na "reta final" e os textos devem ser publicados nos próximos dias ou semanas, disse o chefe da assessoria especial em assuntos regulatórios do MME, Paulo Felix Gabardo. De acordo com Gabardo, a ideia do governo é que a segunda MP seja publicada até duas semanas depois da primeira, uma vez que os temas estão interligados e devem avançar pelo Congresso paralelamente. O prazo, ele admitiu, está relacionado ao cronograma do ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, que deve se candidatar ao governo de Pernambuco nas eleições do ano que vem e precisa se descompatibilizar até abril. (O Estado de São Paulo – 24.10.2017)


9 Cotas da CDE de maio definidas em R$ 11,7 mi

A Aneel publicou na última terça-feira, 24 de outubro, o despacho nº 3.540, com valor da quota que dezessete transmissoras de energia elétrica devem recolher até 30 de outubro de cerca de R$ 11,7 milhões a título de pagamento da CDE do mês de agosto. A Aneel também fixou as cotas de custeio referentes ao Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica, para o mês de dezembro de 2017, relativos às concessionárias do serviço público de transmissão de energia elétrica que atendam consumidor livre e/ou autoprodutor com unidade de consumo conectada às instalações da Rede Básica do SIN. O valor soma R$ 20,6 milhões, que deverá ser recolhido por 17 concessionárias e entregues à Eletrobras até o dia 10 de novembro de 2017. (Agência CanalEnergia – 25.10.17) 

10 MME: Consulta Pública para novas metas de eficiência energética de refrigeradores 

O MME coloca em consulta pública as regulamentações específicas e programas de meta de “Refrigeradores e Congeladores”, “Condicionadores de Ar” e “Transformadores de Distribuição”. A consulta visa receber contribuições para melhoria da eficiência energética desses equipamentos, utilizados em grande escala no setor residencial e nas redes de distribuição de energia elétrica. Os interessados em participar devem deixar suas contribuições mediante cadastro prévio até dia 27 de novembro de 2017. Também está prevista uma audiência pública para apresentação das contribuições no dia 05 de dezembro. A proposta atende a deliberação da 30ª Reunião do Comitê Gestor de Indicadores e Níveis de Eficiência Energética (CGIEE) que conta com a participação como membros dos ministérios de Ciências, Tecnologia, Inovação e Comunicações, de Indústria, Comércio e Serviço Exterior, da ANEEL, da ANP e de um representante da Universidade. Além do suporte técnico das instituições: Inmetro, Eletrobras, Cepel e Petrobras. (Ambiente Energia – 24.10.2017)

11 MME: Novos níveis de eficiência para ares-condicionados é política pública eficaz

O MME coloca em consulta pública as regulamentações específicas e programas de meta de “Refrigeradores e Congeladores”, “Condicionadores de Ar” e “Transformadores de Distribuição”. A consulta visa receber contribuições para melhoria da eficiência energética desses equipamentos, utilizados em grande escala no setor residencial e nas redes de distribuição de energia elétrica. O setor residencial consumiu cerca de 29% do consumo total de energia elétrica no país em 2016, sendo estes equipamentos responsáveis em média por mais de 60% deste consumo. A proposta de novos níveis mínimos de eficiência energética para os refrigeradores, congeladores e condicionadores de ar fabricados e comercializados no país com a consequente retirada dos menos eficientes do mercado é uma política pública eficaz e impactante para promover o uso mais eficiente de energia elétrica atendendo as metas do planejamento energético estabelecidas pelo MME. A proposta é impactante e estabelece a retirada escalonada do mercado de duas faixas atuais de coeficiente de eficiência energética para o caso de condicionadores de ar e de níveis máximos de consumo para refrigeradores e congeladores do Programa Brasileiro de Etiquetagem, as C e D. (Ambiente Energia – 24.10.2017)

12 Transformadores eficientes vão evitar perdas do sistema de distribuição

O MME coloca em consulta pública as regulamentações específicas e programas de meta de “Refrigeradores e Congeladores”, “Condicionadores de Ar” e “Transformadores de Distribuição”. A consulta visa receber contribuições para melhoria da eficiência energética desses equipamentos, utilizados em grande escala no setor residencial e nas redes de distribuição de energia elétrica. Os transformadores são equipamentos essenciais para promover o atendimento aos consumidores de energia elétrica e são responsáveis por cerca de 30% das perdas no sistema de distribuição. A energia desperdiçada por transformadores ineficientes impacta nos custos das concessionárias e na conta dos consumidores. Desta forma, torna-se premente promover a adoção de transformadores com menores perdas. A consulta pública em vigor abrange transformadores monofásicos e trifásicos nas tensões primárias de 15, 24,2 e 36,2 kV nas potências entre 5 kVA e 100 kVA para os monofásicos e de 15 kVA a 300 kVA para os trifásicos. A proposta prever a retirada escalonada do mercado de duas faixas atuais de perdas elétricas do Programa Brasileiro de Etiquetagem, as D e E. (Ambiente Energia – 24.10.2017)

13 Procel: Selo para luminária pública a LED é lançado

O Procel lançou selo que atesta a eficiência de luminárias públicas a LED, – as lâmpadas LED residenciais já dispunham de certificação do Selo Procel desde 2014. Para receber o selo lançado, os fornecedores deverão apresentar o certificado de conformidade da luminária emitido pelo Inmetro e os relatórios de ensaios que comprovem os níveis de eficiência e qualidade exigidos nos critérios específicos estabelecidos pelo Procel. Atualmente há nove laboratórios no país habilitados pelo Procel para emitir esses relatórios. As luminárias LED deverão atender também a outros critérios como garantia do fornecedor de cinco anos, temperatura de cor correlata (TCC) entre 2700k e 5000k, o valor de eficiência energética medido e declarado mínimo 110 lm/W. (Brasil Energia – 24.10.2017)

14 Artigo de Vinicius Freire: “Luz mais cara para evitar o pior”

Em artigo publicado no jornal Folha de São Paulo, o colunista Vinicius Freire defende que o aumento da conta de luz é a solução mais viável dado o momento de baixa dos reservatórios. Para ele, “a conta de luz vai subir mais em novembro, como previsto. Se não vier chuva e caso haja bom senso na administração da economia e da eletricidade, essa conta deveria ficar ainda mais cara. Pega mal dizer tal coisa, mas é a solução mais prudente”. Ele conclui que, “caso a economia cresça, não chova e não se poupe a água dos reservatórios, vamos ter problema sério”. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 25.10.2017)

 

Empresas

1 Eletrobras: Aneel aprova plano da estatal de transferir projeto de transmissão à Shanghai

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou em reunião nesta terça-feira um plano da Eletrosul, subsidiária da Eletrobras, para transferir à chinesa Shanghai Electric Power Transmission & Distribution Engineering a concessão de um projeto de transmissão que deve exigir mais de 3 bilhões de reais em investimentos. A agência estabeleceu um prazo de 48 meses após a assinatura do contrato para a entrada em operação do empreendimento, que será construído no Rio Grande do Sul. A Reuters publicou na segunda-feira que Eletrosul e Shanghai estavam perto de um acordo definitivo pelos empreendimentos e que a Aneel iria aceitar a transferência dos ativos sob algumas condições. (Reuters – 24.10.2017) 

 

2 Eletrobras: Federação internacional de serviços públicos é contra privatização

A ISP, federação global de concessionárias de serviços públicos (conhecidas também como utilities), enviou carta para o presidente Michel Temer posicionando-se contra a privatização da Eletrobras. A federação se dispôs a contribuir com análises comparativas internacionais que demonstram os problemas dos sistemas de energia controlados pelo mercado. Assinada pela secretaria-geral da instituição, Rosa Pavanelli, a carta diz que “um setor energético público, forte e sob controle social é estratégico para o desenvolvimento social e econômico autônomo de uma nação, pois abrange a distribuição, geração e transmissão de energia, impactando a indústria, comércio e os serviços, assim como o desenvolvimento regional e o acesso da população”. A ISP pede a suspensão imediata do processo de privatização do setor elétrico brasileiro e que se promova um debate democrático e minucioso sobre o futuro do setor com os sindicatos, movimentos sociais e a sociedade civil. “Fragilizar a matriz energética brasileira por meio da venda ao capital internacional, sob o pretexto de obter, conjunturalmente, reservas fiscais, é um erro e não interessa ao povo brasileiro”, diz a carta. De acordo com a ISP, a experiência internacional mostra que não há garantia de eu a privatização gera uma melhoria na prestação dos serviços e alerta para o risco de aumento nas tarifas de energia. Leia a carta na íntegra aqui. (Brasil Energia – 24.10.2017)

 

3 Eletrobras: até janeiro para interligar três municípios do Sul de RR a hidrelétrica de Jatapú

O Ministério Público Federal informou nesta terça-feira (24) que a Eletrobras Distribuição Roraima tem até janeiro de 2018 para interligar os municípios de Caroebe, São Luiz e São João da Baliza ao sistema da Hidrelétrica de Jatapú. A medida foi determinada por uma decisão judicial da Comarca de São Luiz, proferida em abril deste ano. Em caso de descumprimento, o diretor-presidente da empresa, Anselmo de Santana Brasil, receberá multa diária de R$ 1 mil e a empresa uma multa de R$ 50 mil. O G1 entrou em contato com a Eletrobras e aguarda retorno. A decisão judicial também prevê que a empresa tem até o mês de fevereiro de 2018 para realizar a troca de todos os postes danificados da rede que interliga as vicinais e comunidades dos três municípios do sul do estado. O promotor de justiça Antonio Carlos Scheffer afirmou que a medida pretende por fim as quedas de energia que ocorrem constantemente nas cidades de Caroebe, São Luiz e São João da Baliza. Segundo o MP, a usina de Jatapú foi inaugurada em janeiro de 2014 em Caroebe e deve fornecer energia aos três municípios através do uso de quatro turbinas. "Atualmente, apenas duas estão em funcionamento. Para o cumprimento da decisão judicial, a Boa Vista Energia [Eletrobras Distribuição Roraima] deverá fazer funcionar as quatro turbinas a fim de gerar energia suficiente para toda a região", explicou o órgão. (G1 – 24.10.2017) 

 

4 Eletrosul: Empresa é autorizada a transferir controle de projeto de transmissão para chineses 

O plano de transferência de controle de projetos de transmissão da Eletrosul para a Shanghai Electric Power foi aprovado pela Aneel como alternativa à extinção do contrato de concessão. A operação negociada pela estatal com os chineses deverá ser concluída em até seis meses, com a criação pela Shanghai de uma SPE para administrar o empreendimento. A conclusão do processo de troca de controle não impede que a Eletrosul sofra penalidades pelo descumprimento do contrato. A operação autorizada pela Aneel limita a participação da estatal como acionista da SPE ao valor do investimento feito pela empresa até a transferência de controle. A restrição será mantida no período entre a assinatura do termo aditivo ao contrato de concessão e a emissão dos respectivos Termos de Liberação Definitivos e da liberação pela Aneel da Garantia de Fiel Cumprimento. O contrato abrange as linhas de transmissão 525 kV Guaíba 3 – Povo Novo C2, Povo Novo – Marmeleiro 2 C2 e Marmeleiro 2 – Santa Vitória do Palmar 2 C2, localizadas no Rio Grande do Sul. As instalações têm prazo de entrada em operação comercial 48 meses após a assinatura do termo aditivo, e o término do contrato será em 27 anos após esse prazo. Se houver antecipação na data de entrada das instalações, ou de parte delas, em prazo inferior a três anos, a empresa terá direito à Receita Anual Permitida integral até o término da concessão. Se a entrada antecipada ocorrer entre 36 e 48 meses, ela vai receber a RAP pelo período de 27 anos e, depois disso, terá direito somente ao custo de operação e manutenção das instalações antecipadas. Pelas condições da Aneel, a nova concessionária deverá instalar equipamentos compatíveis com instalações existentes, especialmente a Subestação Candiota 2. (Agência CanalEnergia – 24.10.2017)

 

5 Renova Energia: Mudança de controle pode livrar empresa de ser vetada em leilões, diz Aneel

A Renova Energia, controlada por Cemig e Light, está proibida de disputar leilões do governo federal para a contratação de novas usinas de energia por um ano, após atrasos na implementação de seus projetos, mas a punição pode ser suspensa se a empresa mudar de controlador, disseram diretores da Aneel nesta terça-feira. A sinalização do órgão regulador vem em um momento em que a Brookfield negocia a aquisição do controle da Renova, em meio a uma crise financeira da companhia de energia renovável. “Podemos incorporar uma ideia de, na hipótese de haver transferência do controle da Renova como um todo, essa sanção... ser suspensa, ou então descontinuada”, disse o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, ao analisar o caso da empresa. A visão dele foi seguida pelos diretores do regulador. “Se não (acatássemos o pleito), poderíamos impedir um possível negócio”, disse o diretor José Jurhosa, relator do processo sobre a Renova na agência. A discussão sobre a penalidade aconteceu em reunião de diretoria da Aneel nesta terça, devido a atrasos na entrega pela Renova de uma série de usinas eólicas do complexo Umburanas. A Renova chegou a um acordo para transferir a maior parte das usinas para a francesa Engie, que assumirá a responsabilidade pela construção e operação, mas alguns dos parques que não serão transferidos devem ter os contratos revogados. Antes, um representante da Renova, Tiago Leite Ferreira, foi à tribuna durante a reunião de diretoria da Aneel para pedir um tratamento diferenciado no caso da companhia. Segundo Ferreira, um dos pressupostos da Brookfield para fechar a aquisição da Renova seria a possibilidade de utilizar a companhia como um veículo para crescer no setor de energia renovável do Brasil, o que incluiria a participação em leilões de novas usinas. (Reuters – 24.10.2017) 

 

6 Cemig: AGC Energia aliena ações e reduz participação minoritária

A AGC Energia, braço da construtora Andrade Gutierrez para a área de concessões e participações, reduziu sua participação acionária na Cemig de 16,29% para 12,79% do capital social votante, conforme comunicado enviado nesta terça-feira, 24 de outubro, à estatal mineira. A redução se deu mediante a alienação, em bolsa, de um total de 14.739.600 ações ordinárias de emissão da Cemig e detidas pela AGC Energia. Esta foi a segunda operação de venda de ações da empresa, antes a AGC Energia detinha 20,05% das ações ordinárias (que dão direito à voto) da Cemig. “A referida participação acionária atualmente detida pela AGC Energia na Cemig é um investimento minoritário, que não envolve mudança na composição do controle acionário da companhia ou na mudança de sua estrutura administrativa”, informa o comunicado apresentado à concessionária mineira. (Agência CanalEnergia – 24.10.2017) 

 

7 Cemig: Conselho aprova postergação de pagamento de dívida

O conselho de administração da Cemig aprovou a postergação do pagamento de parcela de dívida em sessenta dias. Essas linhas somam R$ 549,1 milhões. São empréstimos concedidos à sua subsidiária Cemig-GT junto ao Banco do Brasil, cujos vencimentos de parcelas variavam entre 24 e 30 de outubro. Com essa medida ainda foi aprovada a elevação dos encargos financeiros sobre o saldo devedor. Passaram de uma faixa de variação média de 108% e 112% e do CDI para 128% em parcelas de dois contratos de abertura de crédito fixo e em 14 cédulas de crédito bancário que somam R$ 270 milhões. Já em uma dessas linhas – a de valor unitário mais elevado, R$ 150 milhões – o encargo foi mantido em 132,9% do CDI. Ao mesmo tempo foram alteradas as hipóteses de vencimento antecipado da dívida. (Agência CanalEnergia – 24.10.2017) 

 

8 Energisa: Consumo cresce 2,8% nos nove primeiros meses de 2017

O consumo de energia elétrica das nove distribuidoras que integram o Grupo Energisa, considerando os mercados cativo e livre, cresceu 2,8% nos nove primeiros meses de 2017 em relação ao mesmo período do ano passado, chegando a 21.959 GWh. Considerando o fornecimento não faturado, o volume ficou em 21.874 GWh, o que significa um aumento de 3,6% no ano até setembro. As informações foram divulgadas pela holding nesta terça-feira, 24 de setembro. A demanda no mercado cativo totalizou 18.405 GWh entre janeiro e setembro, equivalente a uma retração de 1,2% se comparado ao faturado nos mesmos meses de 2016. Essa queda decorreu, em parte, das migrações de clientes para o mercado livre, que registrou no conjunto dos três trimestres do ano uma expansão de 30,5% frente ao consumo do ano anterior. Fruto disso, o consumo do segmento industrial no mercado do Grupo Energisa caiu 24,2% até setembro. Em contrapartida, a classe residencial, que responde pela maior parcela de consumidores das concessionárias da holding, apresentou um salto de 3,1% na demanda de eletricidade nos nove meses findos em setembro, enquanto o segmento cresceu 5,4% no período. O setor comercial, segundo em tamanho para a Energisa, apresentou uma redução de 1,9% na demanda nos nove primeiros meses de 2017. (Agência CanalEnergia – 24.10.17)

 

9 Energisa MT e Energisa MS apresentaram as maiores taxas de crescimento no consumo

As duas distribuidoras da região Centro-Oeste, Energisa MT e Energisa MS, apresentaram as maiores taxas de crescimento no consumo no agregado dos nove primeiros meses do ano, ambas com alta de 4,8%. No corte mensal, comparado a setembro de 2016, o consumo cativo e livre em todo o Grupo apresentou aumento de 6,5%. O maior responsável pelo desempenho foi a classe residencial que cresceu 8,1%, especialmente em decorrência da alta das temperaturas. As informações foram divulgadas pela holding nesta terça-feira, 24 de setembro. (Agência CanalEnergia – 24.10.17)

 

10 RGE Sul: Análise do pedido de registro de distribuição de debêntures é interrompido

A distribuidora RGE Sul informou ao mercado nesta terça-feira, 24 de outubro, que interrompeu a partir de hoje, pelo prazo de 30 dias úteis, a análise do pedido de registro da distribuição pública de debêntures nominativas, escriturais, simples, não conversíveis em ações e com garantia fidejussória da própria empresa. A decisão decorre do pedido de interrupção de prazo de análise da Oferta dos papeis protocolado perante a Comissão de Valores Mobiliários no último dia 20 de outubro. Em comunicado, a empresa esclarece que os pedidos de reserva realizados pelos investidores serão automaticamente cancelados, e as instituições intermediárias participantes da Oferta comunicarão aos respectivos investidores o cancelamento do pedido de reserva. Caso esses já tenham efetuado o pagamento do valor do investimento, os valores depositados serão devolvidos sem remuneração ou correção no prazo de três dias úteis, contados a partir de hoje. Caso a análise do pedido de registro da oferta de debêntures seja retomada, a companhia informa ao mercado, com a publicação de novo cronograma e o novo prazo para pedidos de reserva, além do agendamento de nova data para realização do procedimento de coleta de intenções de investimento dos potenciais investidores. Os bancos J.P. Morgan Citibank, que atuavam como instituições intermediárias, retiraram-se do sindicato de bancos coordenadores da operação. (Agência CanalEnergia – 24.10.2017) 

 

11 Light: No Rio, conta de luz fica 2,7% mais cara em outubro

A conta de luz de novembro do carioca vai ficar 2,7% mais cara que a de outubro, segundo cálculos da Light, com base no aumento da taxa extra para a bandeira vermelha no patamar 2, anunciado nesta terça-feira pela Aneel. O preço da taxa passa de R$ 3,50 para R$ 5 para cada 100 kilowatts-hora consumidos. O consumo médio do cliente da distribuidora de energia no Rio em setembro — mês de temperatura amena e, portanto, sem a alta demanda de aparelhos ar-condicionado e refrigeradores do verão — foi de 157 kilowatts-hora ou R$ 118. Com o aumento da taxa extra, subirá em R$ 3,15, para R$ 121,15 na conta de luz, já incluindo os tributos incidentes. A Aneel explicou que a decisão de mexer nos valores das taxas extras cobradas sobre o uso de energia foi tomada em consequência ao baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas no país, que estão em patamares ainda mais baixos que os registrados em 2001, quando foi preciso fazer racionamento de energia. Para garantir a oferta de energia, o governo aciona as usinas térmicas, que tem custo de geração mais caro, pelo uso de óleo e gás natural como combustíveis. Com a mudança, a cobrança extra para bandeira vermelha patamar 1 continua em R$ 3, enquanto na bandeira amarela a cobrança será reduzida de R$ 2 para R$ 1 para cada 100 kilowatts-hora consumidos. (O Globo – 24.10.2017)

 

12 AES Eletropaulo: Investimentos de R$ 47 mi em religadores automáticos

A AES Eletropaulo vai investir, até o final do ano, cerca de R$ 47 milhões em religadores automáticos na rede de distribuição de energia elétrica da companhia. A distribuidora prevê instalar mais de 5.500 equipamentos em 2017. No ano passado, a Eletropaulo implantou mais de 1.100 religadores automáticos em toda a área de concessão. Esses equipamentos evitam a interrupção de energia, no caso dos chamados “defeitos temporários”, quando, por exemplo, galhos de árvores encostam na fiação e, depois, caem. O religador consegue identificar se o defeito precisa ou não do trabalho do eletricista em campo para restabelecer a energia. Caso não seja necessário, automaticamente, em segundos, o equipamento se religa e normaliza o fornecimento, segundo a AES Eletropaulo. "Isso evita, também, o deslocamento de equipes. Já o cliente percebe rápidas oscilações e redução no tempo da falta de energia”,disse Ricardo Martins, gerente de engenharia da AES Eletropaulo". (Brasil Energia – 24.10.2017) 

 

13 Suspendida revogação de eólicas da Renova e liberação de transferência para Engie

A Aneel suspendeu por 30 dias os processos de revogação das autorizações das centrais geradoras eólicas Umburana 1 a 8, da Renova Energia, até a formalização do pedido de transferência do controle societário dos empreendimentos para a Engie Brasil. A operação foi aprovada pela diretoria da ANEEL nesta terça-feira, 24 de outubro, mas a solicitação de autorização da agência ainda terá de ser apresentada pela empresa. Caso a transferência se concretize, os processos serão arquivados. A ANEEL também aprovou a revogação das outorgas dos parques eólicos Umburanas 4,7,12 e 14, e suspendeu o processos de outros dez empreendimentos do complexo Umburana que também dependem da plano de transferência de outorgas para a Engie. Para o diretor-geral da ANEEL, Romeu Rufino, a empresa “causou a perturbação no setor elétrico” ao não conseguir cumprir o cronograma de implantação do complexo eólico. A ANEEL também decidiu suspender temporariamente a Renova por um ano do direito de contratar ou participar de licitações promovidas pela agência. A punição poderá ser suspensa caso o processo de negociação para a transferência de controle societário da empresa com a Brookfield seja concluído. A Engie informou que pretende iniciar o projeto com recursos próprios e financiar parte dos investimentos. Para a energia destinada ao mercado regulado, serão usados recursos do BNDES e para o mercado livre a empresa deve contratar financiamento do Banco do Nordeste. O investimento total é de R$ 1,5 bilhão, em valores históricos, e a previsão é de que os parques eólicos entrem em operação comercial entre julho e dezembro de 2019. (Agência CanalEnergia – 24.10.17) 

 

14 Aneel: aprovado reajuste tarifário da Cooperativa Cerim (SP)

A Diretoria da Aneel aprovou hoje (24/10), durante Reunião Pública, o reajuste tarifário anual da Cerim a vigorar a partir do dia 30/10/17 para 10.408 unidades consumidoras localizadas no estado de São Paulo. Ao calcular os índices de reajuste, a Agência considera a variação de custos que a empresa teve no decorrer do período de referência. A fórmula de cálculo inclui custos típicos da atividade de distribuição e outros custos como energia comprada de geradoras, encargos de transmissão e encargos setoriais. (Aneel – 24.10.17) 

 

15 Aneel: aprovado reajuste tarifário da Cooperativa Cetril (SP)

A Diretoria da Aneel aprovou hoje (24/10), durante Reunião Pública, o reajuste tarifário anual da Cetril a vigorar a partir do dia 30/10/17 para 25.549 unidades consumidoras localizadas no estado de São Paulo. Confira abaixo os índices que serão aplicados às contas de luz dos consumidores. Ao calcular os índices de reajuste, a Agência considera a variação de custos que a empresa teve no decorrer do período de referência. A fórmula de cálculo inclui custos típicos da atividade de distribuição e outros custos como energia comprada de geradoras, encargos de transmissão e encargos setoriais. (Aneel – 24.10.17) 

 

16 Celesc: troca de motores elétricos gera desconto em programa de eficiência energética

A Celesc divulgou que indústrias, empresas de comércio e serviços, instituições públicas, condomínios e produtores rurais com CNPJ já podem se inscrever a partir de terça-feira, 24 de outubro, para a troca de motores elétricos por outros mais eficientes com um desconto de até 40% oferecido pelo projeto Bônus Eficiente Linha Motores. A inciativa, que terá investimentos na ordem de R$ 6,5 milhões, é mais uma promoção do PEE da Celesc, que já realizou com sucesso os programas Bônus Eficiente, o qual substituiu eletrodomésticos com 50% de desconto, e Bônus Fotovoltaico, com instalação de 1.000 sistemas de captação de energia solar. A força motriz é uma das maiores consumidoras de energia elétrica do Brasil, responsável por mais de 50% de toda a eletricidade utilizada no país. O engenheiro Marco Aurélio Gianesini, chefe da Divisão de Pesquisa, Desenvolvimento e Eficiência Energética da CELESC, conta que a expectativa é de que o programa movimente R$ 28 milhões na economia de Santa Catarina, além de gerar uma redução de consumo equivalente a 2,3 mil residências. Em termos ambientais, o projeto evita a emissão de aproximadamente 462 toneladas de CO2, volume similar ao plantio de 2.772 árvores. (Agência CanalEnergia – 24.10.17) 

 

 

Leilões

1 Leilão de LTs em 15 de dezembro oferecerá R$8,7 bi em projetos

A diretoria da Aneel aprovou nesta terça-feira (24/10) a realização em 15 de dezembro de um leilão para a concessão de novas linhas de transmissão de eletricidade. O certame oferecerá 11 lotes de empreendimentos, cuja construção deverá demandar investimentos de cerca de 8,7 bilhões de reais pelos vencedores da disputa. (Reuters – 24.10.2017) 

 

 

Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 Níveis dos reservatórios pelo Brasil

Os reservatórios do Sul tiveram elevação em 0,5% nos níveis em relação ao dia anterior e se encontram com 45,2% da capacidade, segundo dados do ONS relativos a última segunda-feira, 24 de outubro. A energia armazenada no dia ficou em 9.089 MW mês e a energia afluente está em 70% da MLT. A usina de G. B. Munhoz opera com 35,33% da capacidade. No Sudeste/Centro-Oeste do país os reservatórios tiveram recuo de 0,2% para 18,8% da capacidade. A energia armazenada está em 38.172 MW mês e a energia afluente em 63% da MLT. A usina de Furnas trabalha com 13,09% da capacidade e São Simão, com 15,16%. Na região Nordeste os níveis sofreram alteração negativa de 0,1%, deixando os reservatórios com 7% da capacidade. A energia armazenada ficou em 3.626 MW mês no dia e a energia afluente está em 17% da média de longo termo armazenável acumulada no mês. Sobradinho apresenta 3,45% da sua capacidade. Já no submercado Norte houve diminuição de 0,3% e os reservatórios operam com 23,3% da capacidade. A energia armazenada chegou a 3.501 MW mês e a ENA ficou em 50% da MLT. A hidrelétrica Tucuruí se encontra com 35,50% da capacidade. (Agência CanalEnergia – 24.10.17) 


Meio Ambiente

1 Teste com caminhão elétrico da Volks revela nova vocação brasileira

Enquanto os europeus tornam-se cada vez mais notáveis pelo desenvolvimento de automóveis elétricos, os brasileiros começam a perceber que têm uma grande oportunidade de se destacar em projetos de caminhões e ônibus elétricos. Para WEG e Eletra, empresas brasileiras envolvidas nessa evolução, o Brasil tem conhecimento e talento suficientes para criar um polo de produção e de exportação de veículos de transporte de carga e de passageiros movidos a eletricidade. Se isso acontecer será a primeira vez que empresas nacionais terão forte atuação no desenvolvimento de um veículo, uma aptidão que historicamente ficava nas mãos das multinacionais. Com sedes em Jaraguá do Sul (SC) e São Bernardo do Campo (SP), respectivamente, WEG e Eletra foram procuradas há pouco mais de um ano pela direção da montadora alemã MAN. Ambas concordaram em formar uma parceria para desenvolver um projeto de um caminhão de entregas urbanas elétrico. O resultado - um modelo Volkswagen com capacidade para até 11 toneladas de carga e voltado a entregas urbanas - foi exibido numa atmosfera festiva há 15 dias num evento de inovação em Hamburgo, na Alemanha, e na semana passada em São Paulo, na Fenatran. Antes de iniciar a produção desse tipo de veículo para comercialização, a MAN planeja entregar dez unidades do modelo a transportares para testes durante dois anos nas ruas do país. Em São Bernardo do Campo, a MAN foi buscar a expertise de uma empresa que há quase 30 anos produz trólebus. A Eletra é a maior fabricante de ônibus movidos por energia transmitida por cabos aéreos. Somente para a cidade de São Paulo nos últimos quatro anos a empresa forneceu 220 unidades. (Valor Econômico – 25.10.2017) 

2 Montadora alemã MAN: Brasil tem vantagem terrestre em relação a Europa

Em Jaraguá do Sul, a montadora alemã MAN se aproximou de uma das maiores produtoras de motores elétricos do mundo. Fundada no início dos anos 60, a montadora brasileira WEG exporta há mais de 40 anos e até produz em outras partes do mundo. "Fomos buscar o que há de melhor no nosso mercado", afirma o presidente da MAN na América Latina, Roberto Cortes. "O Brasil pode ser um grande exportador de caminhões e ônibus elétricos", afirma o diretor superintendente da WEG Automação, Manfred Peter Johann. A extensão territorial e o uso de rodovias como principal meio de transporte de carga no país favorecem essa vocação. Para Johann, o mesmo não acontece na Europa, que tradicionalmente faz das ferrovias um dos principais meios de transporte de carga. Esta não é a primeira experiência da empresa catarinense na área de mobilidade. Há cerca de cinco anos, a WEG experimentou um projeto de caminhão elétrico que não foi adiante. Há mais tempo, em 2003, no entanto, numa iniciativa bem-sucedida, a empresa de motores elétricos participou da reforma de 23 locomotivas que a Vale usa para transportar minério de ferro. Há pouco tempo, a WEG entrou na área naval. Já vendeu motores para 120 barcos movidos a eletricidade usados como apoio nas plataformas de petróleo. (Valor Econômico – 25.10.2017)

3 Fabricante Moura demonstra interesse em produzir baterias para caminhões elétricos

"O Brasil tem esse tipo de tecnologia há muito tempo, mas as políticas públicas para esse meio de transporte não avançaram", afirma Ieda Maria Oliveira, gerente comercial da montadora brasileira Eletra e responsável pela participação da empresa no eDelivery, nome do veículo recém apresentado pela montadora alemã MAN. A Eletra adaptou para o caminhão da Volks o conhecimento que usa nos ônibus. Seu trabalho é fazer a integração dos sistemas necessários para a tração do veículo. O motor elétrico da montadora brasileira WEG é o que faz o sistema de tração do caminhão elétrico funcionar. A energia usada pelo motor vem de baterias instaladas no veículo. Não existe, no entanto, ainda, um produtor de baterias para veículos no Brasil. No caso da MAN, o equipamento é importado da China. Mas existe grande expectativa de que o produto venha a ser produzido localmente. Segundo noticiado pela imprensa de Pernambuco, a fabricante de baterias Moura já demonstrou interesse nesse sentido. A empresa não se pronunciou sobre o assunto. Mas para o caminhão elétrico conseguir rodar pelas ruas falta, ainda, mais um parceiro. A MAN está em busca de um fornecedor do equipamento adequado para o carregamento das baterias. Ao contrário de um automóvel elétrico, que pode ser recarregado numa tomada, no caso do caminhão isso levaria dias. (Valor Econômico – 25.10.2017) 

4 Enel: Demanda de energia elétrica decorrente da mobilidade é uma oportunidade

Ao apresentar o veículo publicamente a montadora alemã MAN anunciou que o desenvolvimento de um equipamento para recarga estava a cargo da italiana Enel, distribuidora de energia. A Enel, no entanto, não confirma o acordo. A distribuidora já participa de um projeto em postos de recarga para carros compartilhados em Fortaleza. "E temos muitas coisas em estudo, mas ainda estamos avaliando", afirma o presidente da Enel no Brasil, Carlo Zorzoli. "A Enel acredita que a mobilidade elétrica vai chegar mais rapidamente do que a gente pensa. E isso não é necessariamente um problema para os sistemas elétricos. Trata-se de uma oportunidade porque pode aumentar a demanda por eletricidade, que é o nosso negócio", afirma Zorzoli. Segundo o executivo, veículos elétricos podem ser um recurso de armazenamento de energia e parte da solução para a intermitência das fontes renováveis. O caminhão da MAN ainda não tem preço. Segundo o diretor de engenharia da montadora, Leandro Siqueira, embora o investimento inicial seja mais elevado num elétrico do que num veículo convencional, estudos mostram que os custos de manutenção são menores. A Ambev vai testar o primeiro elétrico da MAN. A segunda unidade está na Alemanha e outros oito veículos serão produzidos em breve para também participar do teste nas ruas. (Valor Econômico – 25.10.2017) 

5 Chinesa BYD foi a primeira a lançar um caminhão elétrico no mercado brasileiro

A montadora chinesa BYD foi a primeira a lançar um caminhão elétrico no mercado brasileiro. Já faz um ano que a Corpus, uma empresa de saneamento do interior de São Paulo, usa um modelo elétrico para coleta de lixo. Outro igual já foi para o Rio de Janeiro, segundo o diretor de vendas da BYD, Carlos Roma. Além das baterias, esse veículo também usa energia gerada pelo lixo que recolhe e compacta. No Brasil, a BYD produz ônibus elétricos em Campinas (SP). Mas o caminhão é importado da China. Outros projetos em andamento podem reforçar a vocação brasileira para a eletrificação de veículos pesados. Johann diz que a montadora brasileira WEG já negocia com outras montadoras o fornecimento de motores movidos a eletricidade para veículos. Como fazem multinacionais do setor, a Eletra fornece ônibus que funcionam com baterias, e, ainda, um tipo de híbrido no qual é possível acionar apenas o motor elétrico quando o veículo circular em centros urbanos. A MAN também faz planos para o futuro. Segundo Cortes, a subsidiária brasileira da montadora alemã já trabalha no desenvolvimento de caminhões híbridos. (Valor Econômico – 25.10.2017) 

 

Energias Renováveis

1 Venda de eólica da Renova à Engie é aprovada com multa

A Renova Energia informa que a Aneel aprovou, nesta terça-feira (24), a transferência do complexo eólico Umburanas à Engie Brasil. No entanto, como a negociação envolvia o pedido de cancelamento de quatro outorgas desse complexo, o regulador aplicou uma multa de R$ 3,8 mi à companhia. Além disso, a Renova diz que a Aneel suspendeu o direito de a companhia contratar ou participar de licitações promovidas pela agência pelo período de um ano — os controladores da Renova, entre eles Cemig GT e Light Energia, não são afetados pela decisão. Em 23 de agosto, a Engie assinou contrato com a Renova para adquirir o capital das empresas que compõem o complexo eólico Umbuaramas por R$ 15 mi. O ativo, localizado no estado da Bahia, possui capacidade instalada total de 605 MW. (Valor Econômico – 24.10.2017) 

2 UHE de Balbina recebe equipamentos para montagem de usina solar flutuante

A Eletronorte começou a receber os equipamentos que vão compor a primeira usina solar fotovoltaica flutuante a ser instalada no reservatório da UHE Balbina, no município de Presidente Figueiredo, no Amazonas. Já foram entregues 2.712 estruturas plásticas flutuantes, 19.292 módulos fotovoltaicos de silício policristalino e os dois eletrocentros equivalentes à transformação de 5 MW, compostos por inversores e transformadores, que vão elevar a tensão para 13,8 kV. Inicialmente, a usina solar fotovoltaica terá potência de 1 MWp, com previsão de início de montagem este ano e entrada em operação em março de 2018. A usina será ampliada e deve atingir 5 MWp de capacidade até julho de 2018, com uma área aproximada de 50.000 m². “Em termos de geração de energia, nós temos uma expectativa muito grande porque a temperatura de operação de usinas fotovoltaicas é muito alta e chega a 80°C nos sistemas montados em terra, o que prejudica a capacidade de geração por placas fotovoltaicas com perdas de até 20%, em relação à sua capacidade nominal. Um dos benefícios desse sistema solar flutuante é a melhora do desempenho, porque a perda deve ser bem menor do que em terra, devido à redução esperada da temperatura de operação”, informa Davidson Pereira Campos, gerente do Departamento de Gestão da Inovação Tecnológica e Eficiência Energética. A Eletronorte aguarda apenas a emissão de uma autorização do Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas (Ipaam) para começar a instalação do sistema fotovoltaico flutuante. Também está prevista a instalação de um sistema solar fotovoltaico semelhante, com 5 MWp de potência, na Usina Hidrelétrica de Sobradinho, na Bahia, sob responsabilidade da Chesf. Participam do projeto: a Eletronorte, como proponente; a Chesf, como cooperada; as empresas Sunlution e WEG; além da universidades federais de Pernambuco (UFPE) e do Amazonas (UFAM), com suas respectivas fundações. Fonte: Eletronorte. (Ambiente Energia – 25.10.2017)

3 Brasil foi o sétimo maior produtor de energia eólica no mundo em 2016

O Brasil ultrapassou o Canadá assumiu a sétima posição no ranking dos países com maior geração de energia eólica em todo o mundo. De acordo com dados do “Boletim de Energia Eólica Brasil e Mundo – Base 2016”, produzido pelo MME, o país mantém o quinto lugar em termos de expansão de potência instalada, com 2,5 GW acrescidos entre janeiro e dezembro do ano passado. Além disso, o Brasil alcançou um fator de capacidade médio de 41,6% do seu parque eólico, contra uma média mundial de 24,7% – a evolução desse indicador no país saltou 68% entre 2000 e 2016. O país com a maior participação de geração eólica é a Dinamarca, com 42,5%, seguida de Portugal (22,1%) e Espanha (18%). No corte nacional, o estado líder na geração por meio dos ventos no ano de 2016 foi o Rio Grande do Norte, com 34,7%, seguido do Ceará, com 18,8%. No quesito fator de capacidade, o Piauí teve o maior indicador (48,4%). Para 2026, a previsão do Plano Decenal de Energia é que a capacidade instalada eólica brasileira chegue a 25,8 GW – incluindo geração distribuída – e responda por 12,5% do total. A região Nordeste deverá ficar ter 90% da capacidade eólica total. (Agência CanalEnergia – 24.10.17) 

 

Gás e Termelétricas

1 Renovação do contrato de gás natural é assunto em debate entre Temer e Evo Morales

O presidente da Bolívia, Evo Morales, virá ao Brasil na próxima segunda-feira (30/10), acompanhado de uma comitiva de ministros, para se encontrar com o presidente Michel Temer, em Brasília, e tratar de assuntos bilaterais, incluindo a negociação da renovação do contrato de fornecimento de gás boliviano, que vence em 2019. A informação foi dada na última segunda-feira (23/10) pelo ministro das Relações Exteriores boliviano, Fernando Huanacuni, de acordo com a estatal Agência Boliviana de Informações (ABI). O chanceler disse que atualmente são realizadas reuniões com seus colegas de outras pastas para definir os temas relativos a cada um deles, como venda de uréia e a questão do gás. Huanacuni acrescentou ainda que o encontro visa estabelecer também as bases para um futuro acordo de integração energética com o Brasil-Bolívia. Atualmente, há dúvida com relação à capacidade da Bolívia de conseguir ter volume suficiente em suas reservas para continuar as vendas para o Brasil, além da Argentina e seu próprio mercado interno. Para renovar o contrato, o governo daquele país está apostando todas suas fichas na certificação de novos campos até o fim do ano, que poderão acrescentar às reservas 10 trilhões de pés cúbicos (TCF). (Brasil Energia – 24.10.2017)

 

2 UTE Araucária: Petrobras fecha contrato de fornecimento de gás natural

As empresas UEG Araucária e Petrobras fecharam no último dia 11 de outubro um contrato de compra e venda de gás natural, na modalidade interruptível, para geração de energia elétrica na UTE Araucária (PR – 469 MW). O acordo comercial, que cobre o período iniciado no próprio dia 11 indo até 30 de novembro deste ano, perfaz um volume máximo diário de até 2.190.000 m³/dia. De acordo com a Copel, o contrato reduz os custos variáveis da usina e a coloca em um patamar abaixo do CMO do setor elétrico, o que viabiliza sua possível operação. “A não incidência de cláusula take or pay no contrato não impõe risco à UEG Araucária, caso as condições do SIN não sejam adequadas ao despacho da UTE Araucária”, informa a Copel. A usina opera na modalidade merchant, nas situações em que o CMO supera o CVU do empreendimento ou quando solicitada pelo ONS. (Agência CanalEnergia – 24.10.17)

 



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