Aprendendo e ensinando uma nova lição

Por mais de 20 anos
ouvimos falar que o Estado era um paquiderme que não sabia administrar
e que a sociedade precisava entregar todos os seus serviços à
iniciativa privada. Com este discurso, vimos os países promoverem
uma verdadeira “farra”, privatizando desde a indústria
de base até serviços de saúde e saneamento básico.
A América Latina foi uma das regiões que mais sofreu com
esta política.
No início do novo século, começamos a perceber o
engodo e nosso continente começou a mudar. Elegemos líderes
comprometidos com estas mudanças e as privatizações
foram suspensas.
Em 2008 o mundo foi surpreendido pela crise econômica que jogou
todos no mesmo poço sem fundo. Desde as nações mais
desenvolvidas e industrializadas até países mais pobres.
E percebemos neste momento a grande contradição dos discursos
liberais, porque foram os países mais liberais, com a economia
mais entregue ao poder do livre mercado, os que mais sentiram.
E estão encontrando como única salvação de
suas economias o retorno do investimento estatal.
Estados Unidos, França, Alemanha e tantos outros estão usando
o orçamento público para salvar empresas falidas e a própria
economia.
Estão reestatizando, fazendo o caminho inverso do que pregavam.
Nós renunciamos às privatizações em 2003.
Elegemos um governo que fez o Estado voltar a investir e fortalecer a
economia. Qual o resultado? O país acabou?
Segundo matéria divulgada por agências internacionais, no
início de junho, o “Brasil está entre as dez maiores
economias”. De acordo com técnicos internacionais, “em
2008, o Produto Interno Bruto (PIB) foi de 2 trilhões de dólares,
baseado na paridade de poder de compra, colocando o país entre
as 10 maiores economias do mundo”. A dívida pública
brasileira é equivalente a 38% do PIB (era mais de 50%, em 2002).
O Brasil quitou a dívida junto ao Fundo Monetário Internacional
(FMI), em 2005, e conquistou espaço internacional.
Agora o país empresta 10 bilhões de dólares ao Fundo.
O Brasil utilizará parte de suas reservas internacionais, hoje
em torno de 200 bilhões de dólares, para compra de títulos
do FMI. Um cheque de 10 bilhões de dólares que o Fundo poderá
usar em caso de emergência, mas pelo qual terá que pagar
juros ao governo brasileiro.
Aprendemos a nossa lição. Agora estamos mostrando o caminho!
Rua
Real Grandeza - 219 - Anexo - Sala 302
Tels.: (21) 2579-3956 / 2286-2368
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