Privatização
e Cisão de FURNAS
A
privatização de FURNAS mobilizou
intensamente os trabalhadores, que participaram
também de um sem-número de audiências
públicas nas assembléias legislativas
de vários estados, na Câmara,
no Senado e no Congresso Nacional.
A
ASEF juntamente com Sindicatos de Classes
representantes dos trabalhadores de FURNAS
repudiaram a decisão do governo federal
contra a cisão e a privatização
de FURNAS.
Uma conquista histórica na defesa de
FURNAS.
O
principal argumento usado pelo governo federal
para a privatização de empresas
estatais era o de que, libertando-se da responsabilidade
de administrar empresas, em sua maioria deficitária,
o Estado poderia dedicar mais aos chamados
programas sociais (habitação
popular, ensino básico, etc.). O governo
liquidaria a dívida pública
e acertaria as contas externas.
Em
relação ao setor elétrico,
afirmava-se ainda que a competição
reduziria as tarifas dos consumidores e que
só a iniciativa privada poderia trazer
recursos para expandir o sistema e tornar
os serviços de eletricidade mais eficientes.
Fonte:
Revista Divisão de Furnas 2002
Não
havia motivo para dividir e privatizar FURNAS
No
dia vinte e nove de abril de mil novecentos
e noventa e nove, os trabalhadores de FURNAS
conseguiram uma grande vitória ao barrar
a assembléia geral de cisão
da empresa. Os eletricitários enfrentaram
um forte aparato militar, dentro e fora do
Escritório Central, no Rio de Janeiro,
que estava cercado por tropas da Polícia
Militar.
Acompanhados
de parlamentares, acionistas minoritários,
diretores do Sintergia, ASEF e representantes
de várias entidades da sociedade civil,
os trabalhadores conseguiram entregar ao presidente
do Conselho de Administração
de FURNAS a liminar que sustava a assembléia
de cisão.
Tantas
foram as ações e liminares contra
a divisão na empresa que a Diretoria
de Furnas teve que aceitar o fato de que não
conseguiria seu intento.
Fonte:
Revista Divisão de Furnas
Em
defesa de Furnas - O abraço dos Empregados
na Empresa
FURNAS
registrava em um vídeo utilizado no
seu antigo PINE (Programa de Integração
dos Novos Empregados), um slogan "O maior
patrimônio da Empresa é o seu
empregado". Pois bem, o seu maior patrimônio
mostrou o amor pela Empresa na luta contra
a privatização.
Foi
um belo, sublime e histórico ato de
mobilização realizado na Empresa:
o Escritório Central, em Botafogo,
foi abraçado pelos seus empregados.
A
mobilização sensibilizou a cúpula
diretiva da Empresa, da Eletrobrás
e do MME - Ministério das Minas e Energia,
sem contar o apoio recebido de diversos parlamentares
que, em seus discursos, enalteciam a defesa
do setor elétrico, especialmente FURNAS.
Última atualização
( Ter, 30 de Setembro de 2008 11:48 )