SOCORRO! Faltou ética.
No mínimo, pode-se dizer que é estranha ou encomendada a nota publicada no Jornal do Brasil do dia 9 de junho, sob o título “Socorro”. Diz um velho ditado que se você passar em baixo de uma árvore e enxergar uma tartaruga no galho, lá no alto, deve desconfiar. Afinal, tartaruga não sobe em árvore, portanto, alguém a colocou lá.
Pois é. A quem interessa “plantar” no jornal uma matéria falando de “assaltos diários em plena luz do dia” na entrada do Escritório Central de Furnas? A coluna “Hildergard Angel”, do JB, (no recorte abaixo) faz acusações diretas aos seguranças que trabalham nas entradas de Furnas e cabe-nos perguntar: a quem interessa uma acusação dessas?
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Diz a ética do jornalismo que se deve ouvir, sempre, os dois lados da notícia. Se o/a autor/a da nota tivesse se preocupado em ouvir o outro lado, os corretos funcionários que trabalham na segurança da empresa, e se procurasse também conhecer um pouco mais sobre o assunto, teria sabido a diferença entre o que é “guarda patrimonial” e “segurança pública”. Se esta pessoa procurasse ouvir os funcionários que trabalham nas portarias do Escritório de Furnas saberia que eles estão limitados por uma legislação que os impede de agir fora dos portões e que, mesmo assim, arriscam-se em várias situações.
Aliás, se o/a autor/a da nota tivesse um mínimo de preocupação com o que escreve teria visto que a Rua Visconde Silva é transversal à Real Grandeza e uma continuidade da Mena Barreto. Ou seja, não existe o tal lugar que a nota diz “entre as ruas Real Grandeza e Visconde Silva”. Como pode estar “entre” se são transversais?
O que o/a autor/a da nota jamais poderia fazer é lançar dúvidas sobre a integridade dos trabalhadores que prestam serviços ali. Estes, sim, são honestos. Se há ladrões agindo nas imediações, cometem um crime semelhante ao de quem lança acusações contra trabalhadores honestos.
O Jornal da ASEF preocupou-se em apurar os fatos. Entrevistamos o Sr. Alexandre da Silva Batal, Chefe do Departamento de Serviços Gerais de Furnas e recebemos a seguinte informação:
- Ao tomarmos conhecimento da matéria publicada no JB, procuramos o 2º Batalhão da Polícia Militar e a 10ª Delegacia Policial, ambos responsáveis pelo nosso bairro, e não há registros de ocorrências do tipo. As autoridades responsáveis pela segurança pública na nossa região asseguram que desconhecem os fatos e nada consta neste sentido.
A nós cabe perguntar: a quem interessa “plantar” uma nota dessas?