O que aconteceu com a Eletrobras precisa servir de alerta para o Brasil. A privatização de uma das principais empresas do setor elétrico nacional mudou o controle de um patrimônio estratégico e reacendeu o debate sobre o papel do Estado na garantia da soberania energética e dos interesses públicos.
Agora, às vésperas de mais uma eleição presidencial, o futuro das empresas estatais volta ao centro das discussões. Adolfo Sachsida, ex-ministro de Minas e Energia do governo Bolsonaro, declarou publicamente que havia preparado estudos para a privatização da Petrobras caso Jair Bolsonaro fosse reeleito em 2022. Mais recentemente, a possibilidade de um novo programa econômico associado a Paulo Guedes voltou a ser mencionada por Flávio Bolsonaro.
Diante desse histórico, o debate precisa ir além das promessas eleitorais. Qual é o projeto para o Brasil? Quem controlará nossos recursos estratégicos? A quem servirão as grandes empresas nacionais?
A experiência da Eletrobras demonstra a importância de analisar as consequências das privatizações para os trabalhadores, para a capacidade de planejamento do país e para o controle nacional de setores essenciais. Petrobras, Banco do Brasil, Caixa e outras empresas públicas desempenham funções que vão além dos resultados financeiros: participam do desenvolvimento econômico, do financiamento de políticas públicas e da preservação de instrumentos estratégicos do Estado brasileiro.
A eleição presidencial não define apenas quem ocupará o Palácio do Planalto. Ela também coloca em discussão o modelo de desenvolvimento que o país pretende seguir, o destino de seu patrimônio público e o papel dos trabalhadores na construção desse futuro.
A ASEF defende o debate público, a transparência dos programas de governo e o compromisso com a soberania nacional.