A recente política de alocação de capital da Eletrobras vem sendo tratada como um “divisor de águas” para o mercado financeiro. Analistas projetam dividend yields que podem chegar a 25% até 2030, caso os preços de energia permaneçam elevados.
Por trás desses números, no entanto, há riscos estruturais:
A Eletrobras é hoje a companhia mais descontratada do setor, ou seja, a mais exposta à volatilidade do preço do MWh.
Em vez de direcionar recursos prioritariamente para investimentos em infraestrutura e expansão da geração/transmissão, a lógica agora é a de privilegiar dividendos de curto prazo.
Isso pode comprometer a capacidade da empresa de garantir segurança energética, tarifas justas e o papel estratégico que sempre teve no desenvolvimento do Brasil.
Essa política reforça o distanciamento entre os interesses do mercado e o interesse público. Uma empresa que controla ativos estratégicos para a soberania nacional não pode ser conduzida apenas sob a lógica de maximização de dividendos.
⚡ Energia não é apenas commodity: é soberania, é desenvolvimento e é direito da população.

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