A notícia da mudança de nome da Eletrobras para AXIA Energia – “uma evolução de companhia que vem se transformando”, segundo comunicado da empresa – merece atenção.
Após três anos de privatização, a empresa estatal que foi símbolo de soberania energética nacional agora busca “mais agilidade, inovação e foco no cliente”, e define seu novo nome, “AXIA”, como valor, eixo, movimento.
Mas se formos olhar além do discurso de marketing, o que temos é:
• Uma estatal que desempenhou papel estratégico no Brasil, responsável por 17% da geração nacional e 37% das linhas de transmissão no SIN.
• Uma decisão de “mudar de identidade” como parte de uma lógica que relega ao passado o papel público da empresa.
• E, para nós da ASEF, a apreensão de que essa operação simbólica venha a fortalecer a narrativa de que a privatização era o caminho “natural” e irreversível da política energética , quando o que defendemos é justamente o INVERSO: a necessidade de reestatização e de que ela atue com transparência, em benefício público, e não apenas com lógica de mercado.
Quando uma empresa que já foi estatal decide apagar seu nome, resta a pergunta: QUEM GANHA COM ISSO?
Para o cidadão, para o país, para a soberania de infraestrutura básica, o que significa ver trocada a marca de uma empresa que, nos momentos críticos, representou energia como bem público, por uma nova identidade que enfatiza “cliente” e “negócio”?
🎯 A ASEF continuará alerta: acreditamos que energia não é mercadoria qualquer. É o pilar de desenvolvimento, segurança nacional e equidade social. Não basta mudarem o nome. É preciso garantir que a operação e o controle fiquem em mãos do Estado, que os lucros não sejam o único norte e que o legado como empresa pública seja preservado.
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