


Quando uma empresa incorpora suas subsidiárias, a primeira impressão pode ser de que se trata apenas de uma reorganização societária. Mas será que é só isso?
Esse movimento concentra ativos, altera a estrutura das empresas e pode ter impactos importantes quando envolve setores estratégicos da infraestrutura nacional.
No caso da Axia, a proposta de incorporação das subsidiárias remete ao processo que ocorreu com Furnas: estruturas independentes deixam de existir e seus ativos passam a estar concentrados em uma única companhia.
Nesse contexto, vale olhar também para a Eletronet, responsável por uma extensa rede de fibra óptica e por parte relevante da infraestrutura de conectividade do estado de São Paulo. Ativos como esse têm papel estratégico para a economia, a comunicação e os serviços essenciais.
A discussão que fica é: o potencial desses ativos foi devidamente considerado quando passaram pelo processo de privatização? Ou estamos assistindo à concentração de ativos estratégicos sem que seu real valor tenha sido plenamente reconhecido?
Mais do que uma reorganização societária, esse é um debate sobre patrimônio estratégico, infraestrutura e interesse público.
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